quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Infância e sociedade de consumo

Estamos vivendo numa sociedade de consumo. Todos nós ficamos com desejo de adquirir tudo que vemos na mídia e nas vitrines, tendo uma sensação de que nossa vontade nunca se sacia. Somos reconhecidos pelos bens que temos e somos aceitos ou não, em determinados grupos sociais, pela situação financeira na qual nos encontramos. Se isso acontece conosco, adultos, que temos noção do valor do dinheiro e poder de discernimento, já é de se imaginar que com os pequenos a mesma vontade aconteça.
Na sociedade de consumo a criança está no mesmo status que o adulto, com gôndolas em mercado, vitrines coloridas na altura delas e campanhas publicitárias em todas as mídias voltadas para o público infantil. Sua maior diferença em relação aos adultos nesse mundo consumista é o fato de não possuírem – na maioria das vezes – seu próprio dinheiro, ou não terem a real noção do valor do dinheiro. Elas dependem dos adultos para adquirir seus objetos de desejo e para conseguirem o que querem usam seu poder de convencimento, fazendo denguinhos e charminhos para cativar aqueles que podem comprar. Para aqueles adultos que podem (têm o dinheiro) comprar, essa arma que os pequenos utilizam é suficiente para que sejam cobertos de mimos, independente ou não de suas necessidades.
Para aqueles que não têm condições financeiras ou simplesmente sabem que não devem satisfazer todas as vontades da criançada, não adianta cortar o acesso a todos os meios midiáticos, a propaganda aparece em qualquer lugar, seja no estojo do coleguinha que senta na carteira ao lado, seja na camiseta do amiguinho da natação... É importante trabalharmos em nossas crianças o real valor do dinheiro e sua importância na sociedade, para que possamos ter no futuro uma sociedade mais humana e menos consumista.

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