domingo, 26 de fevereiro de 2012
O que é o Carnaval para nossas crianças?
Todos os anos nas turmas que leciono, faço perguntas para meus alunos sobre o que eles sabem sobre o Carnaval. Faço tipo uma "tempestade de ideias" e vou registrando no quadro o que eles falam que realmente é vinculado ao Carnaval. Ultimamente essa tarefa tem sido mais difícil, pois tirando algumas famílias - como a minha em que a cultura popular sempre deve ser apresentada - o Carnaval tem sido sinônimo de outros tipos de diversão, que não necessariamente tem a ver com essa festa.
Não condeno essas famílias, acho que cada um deve aproveitar cada feriado da maneira que bem entende, mas me espanto que essas crianças sequer tenham conhecimento sobre o que seja Carnaval.
Quando eu era criança isso era impossível. Só tinha rádio e TV aberta, que sempre apresentava alguma coisa do Carnaval, e nós ficavamos sabendo, pelo menos, que aquela festa existia.
Hoje, as crianças tem muitas atividades, muitas mídias - nem todas mencionam a nossa cultura popular - e nem sempre as famílias valorizam essas coisas, por isso, nos últimos anos tenho escutado coisas como:
"Eu lembro de neve, porque eu sempre vou esquiar com meus pais"
"Eu lembro da minha casa em..."
"Eu lembro do hotel em..."
Aí eu acabo perguntando para essas crianças, mas o que é o Carnaval?
E tenho respostas como:
"É aquela festa que tem aqui na escola que a gente usa roupa de caipira e tem barraquinha de pescaria"
Isso não seria Festa Junina?
Confusão normal? Totalmente! Essa é a única festa popular que algumas crianças acabam participando, porque mal ou bem a escola acaba ensaiando a apresentação e eles aparecem para mostrar aos pais que sabem dançar ou que ainda curtem um pouquinho de Brasil.
Por isso peço aos pais brasileiros:
Mesmo que você não curta Carnaval e não queira participar dessa festa, não negue o prazer de proporcionar ao seu filho (pelo menos aqueles maiores de dois e menores de oito anos, que ainda estão num mundo lúdico) um dia de fantasia, confete e serpentina. Combine com aquela tia maneira, peça a mãe de um coleguinha que você sabe que curte Carnaval que leve o seu filho também, mas deixe a criança conhecer a cultura de Carnaval que a sua cidade prioriza, seja bloco, escola de samba, bailinho... o importante é ter um Carnaval para recordar...
É isso...Vanessa Gerhard
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
O lugar do lúdico no cotidiano escolar
A escola é um lugar de muito aprendizado e esse aprendizado não precisa ser feito apenas de uma maneira formal, com livros, cadernos... Quando falamos de crianças, é importante perceber que elas aprendem mais facilmente quando criam um laço afetivo com o assunto que estão aprendendo, então nada melhor do que apresentar assuntos, temas e conteúdos de forma lúdica. Nessas horas entram os jogos e as brincadeiras..., mas não é qualquer jogo e qualquer brincadeira. A escolha desse material pelo professor deve vir cercada de alguns cuidados.
Do ponto de vista educacional, o jogo deve responder aos interesses específicos das crianças, deve dar oportunidade para que as crianças o transformem, permitindo a sua participação ativa, devem possibilitar uma avaliação da atuação das crianças durante a atividade e devem viabilizar uma relação mais profunda com os conteúdos escolares.
Após pensar nesses itens, o educador deve selecionar o jogo/os jogos que mais combinam com esses objetivos, tendo em vista também os estágios de desenvolvimento de seus alunos e a duração dos jogos, proporcionando assim que o momento lúdico esteja realmente a serviço da aprendizagem.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
dia do mestre
Alguns amigos de outras profissões se perguntam porque os professores não trabalham no dia do mestre e eles trabalham nas datas comemorativas das suas respectivas profissōes. Acredito que o sindicato dos professores foi quem transformou o dia 15 de outubro em recesso escolar, não tenho certeza...
De qualquer forma penso que todos os profissionais de todas as áreas mereciam um recesso para comemorar. Sugiro até que façam campanhas entre os colegas de profissão.
Espero que mais que um recesso, os professores desse país ganhem valorização e aproveito para desejar parabéns a todos que abraçam a educação e que fazem dela mais do que um simples ganha pão.
É isso...Vanessa Gerhard
De qualquer forma penso que todos os profissionais de todas as áreas mereciam um recesso para comemorar. Sugiro até que façam campanhas entre os colegas de profissão.
Espero que mais que um recesso, os professores desse país ganhem valorização e aproveito para desejar parabéns a todos que abraçam a educação e que fazem dela mais do que um simples ganha pão.
É isso...Vanessa Gerhard
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
A importância do brincar
Muitos pais vem me dizer, muito satisfeitos, que seus filhos fazem aulas de natação, futebol, capoeira, inglês, balé, informática, tênis, desenho, kumon...
E eu sempre tenho vontade de perguntar: Que horas ele brinca?
Quando uma criança brinca ela está mais do que se divertindo, ela está aprendendo. Pelo aspecto social ela está aprendendo a se conhecer, a conhecer o outro, a interagir, a trocar ideias e experiências, aprendendo a dividir, a cooperar, a ser companheira...
Fora isso a brincadeira desenvolve a percepção, a memória, a atenção, as noções de tempo e espaço, as habilidades motoras, o equilíbrio... entre muitos outros aspectos.
Por isso é que eu penso, antes de se preocupar se seu filho está tenho um milhão de atividades, pense se ele está tendo tempo para brincar, pois brincar é muito importante!
E eu sempre tenho vontade de perguntar: Que horas ele brinca?
Quando uma criança brinca ela está mais do que se divertindo, ela está aprendendo. Pelo aspecto social ela está aprendendo a se conhecer, a conhecer o outro, a interagir, a trocar ideias e experiências, aprendendo a dividir, a cooperar, a ser companheira...
Fora isso a brincadeira desenvolve a percepção, a memória, a atenção, as noções de tempo e espaço, as habilidades motoras, o equilíbrio... entre muitos outros aspectos.
Por isso é que eu penso, antes de se preocupar se seu filho está tenho um milhão de atividades, pense se ele está tendo tempo para brincar, pois brincar é muito importante!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Ensino americano abandona aos poucos a escrita em cursivo
Texto enviado pelo meu tio, Arthur Borges, que mora em Washington... é para se pensar...
Alex Ribeiro | De Washington
O velho e o novo: o crescente uso de computadores nas salas de aula deve acentuar a tendência ao abandono da escrita em cursivo, segundo especialistas; na foto, escola no Estado de Illinois
O Estado de Indiana, localizado no Meio-Oeste americano, acabou com a exigência de que as suas escolas ensinem a escrita cursiva, aquele estilo de escrever em que as palavras são formadas com letras emendadas pelas pontas. Com isso, juntou-se a uma onda crescente nos Estados Unidos de privilegiar no currículo outras habilidades hoje consideradas mais úteis, como digitar textos em teclados do computadores.
Com a mudança, Indiana alinha-se a um padrão comum de ensino adotado por 46 Estados americanos. Nele, não há nenhuma menção à escrita cursiva, mas recomenda-se o ensino de digitação. É um reconhecimento de que, com as novas tecnologias, como computadores e telefones inteligentes, as pessoas cada vez menos precisam escrever de forma cursiva, seja no trabalho ou nas suas atividades do dia-a-dia. Basta aprender a escrever com a mão - exigência que ainda faz parte do currículo de Indiana e dos padrões comuns adotados pelos estados - seja com letras de forma, cursiva ou um misto dos dois estilos.
Também é um reflexo do que muitos nos Estados Unidos veem como uma sobrecarga no currículo escolar, com tempo sempre insuficiente para ensinar disciplinas consideradas fundamentais para passar nos testes usados para admissão nas faculdades, como matemática e leitura de textos. Pesquisas nacionais sobre como o tempo é gasto nas salas de aula mostram que 90% dos professores da 1ª a 3ª séries do ensino primário dedicam apenas 60 minutos por semana ao desenvolvimento da escrita com a mão.
A tendência de abandonar o ensino da escrita cursiva é vista com preocupação por parte dos americanos. Para alguns, as novas gerações terão mais dificuldades para fazer atividades básicas, como preencher e assinar cheques. Outros ponderam que os jovens não serão capazes de ler a declaração de independência no original, toda escrita de forma cursiva, num argumento que apela para o patriotismo americano.
Richard S. Christen, professor da Escola de Educação da Universidade de Portland, no Estado do Oregon, é um dos que dizem que as escolas devem pensar duas vezes antes de suspender o ensino da escrita cursiva, embora ele considere cada vez mais difícil defender a tese de que essa é uma habilidade com valor prático.
"Se você voltar ao século XVII ou XIX, seria impossível fechar negócios sem os escrivãos, que foram cuidadosamente treinados na técnica de escrever com as mãos para registrar os fatos", disse Christen ao Valor. "Mas hoje o valor prático disso é bem menor."
Ele pondera, porém, que a escrita cursiva também tem um valor estético em si mesma e diz respeito a valores importantes como civilidade. "A escrita cursiva é um jeito de as pessoas se comunicarem com as outras de forma elegante, valorizando a beleza", afirma. "Essa é uma chance para as crianças fazerem algo com suas mãos todos os dias, prestando atenção para os elementos de beleza, como formas, contornos e linhas", afirma. Além disso, estimula as crianças a prestarem atenção na forma como se dirigem e se comunicam com as outras pessoas.
Para o professor Steve Graham, da Universidade de Vanderbilt, uma das maiores autoridades americanas no assunto, a questão central não é necessariamente a escrita cursiva, mas sim preservar o espaço para a escrita à mão de forma geral no currículo.
Apesar de todo o barulho em torno das novas tecnologias, a realidade, afirma ele ao Valor, é que hoje a maioria das crianças nas escolas americanas ainda faz os seus trabalhos em sala de aula com as mãos, pois de forma geral ainda não existe um computador para cada uma delas. Num ambiente como esse, a boa grafia é crucial para o bom aprendizado e para o sucesso na vida acadêmica, ainda que no mundo fora das salas de aula predominem computadores, iPads e telefones inteligentes.
Pequisa recente conduzida por Graham mostra que, se trabalhos escolares ou provas são apresentados numa grafia sofrível, as notas tendem a ser mais baixas, a despeito do conteúdo. "As pessoas formam opiniões sobre a qualidade de suas ideias com base na sua qualidade de sua escrita", afirma Graham.
Nesse estudo, alunos escreveram redações, que foram submetidas em seguida a avaliações com notas entre 0 e 100. O passo seguinte foi pegar redações medianas, que tiveram nota 50, e reproduzir seu conteúdo em duas versões, uma com grafia impecável e outra com grafia sofrível, embora legível. Submetidas a uma nova avaliação, a conclusão é que a mesma redação mediana ganhou notas muito boas quando escrita com letras caprichadas e notas inferiores quando escritas com garranchos.
A habilidade de escrever à mão também tem influência sobre a capacidade da criança de produzir bons conteúdos na escrita. Velocidade é crucial. Quando a escrita se torna um processo automático, afirma Graham, as ideias fluem mais rapidamente do cérebro para o papel e, portanto, não se perdem no meio do caminho. Pessoas bem treinadas para escrever com as mãos fazem tudo de forma automática e não precisam pensar sobre o que ocorre com o lápis - e sobram assim mais neurônios para serem dedicados a coisas mais importantes, como refletir sobre a mensagem, organizar as ideias e formar frases e parágrafos.
São bons argumentos para não se abandonar o ensino da escrita à mão pela digitação. Mas qual técnica é mais importante: a cursiva ou a simples escrita à mão? Graham diz que a escrita em letras de forma é em geral mais legível do que a cursiva, mas a escrita cursiva é mais rápida do que a escrita em letra de forma. "As diferenças não são grandes o suficiente para justificar muito debate", disse. "O importante é ter um estilo de escrita à mão que seja ao mesmo tempo legível e rápido."
Mas no futuro, reconhece ele, o ensino da escrita à mão pode se tornar menos importante, à medida que ter um computador para cada aluno se torne algo universal. O ensino de digitação, por outro lado, torna-se cada vez mais relevante. "Eles são muito bons com seus telefones, com o twitter, mas não com os computadores", afirma Graham.
Alex Ribeiro | De Washington
O velho e o novo: o crescente uso de computadores nas salas de aula deve acentuar a tendência ao abandono da escrita em cursivo, segundo especialistas; na foto, escola no Estado de Illinois
O Estado de Indiana, localizado no Meio-Oeste americano, acabou com a exigência de que as suas escolas ensinem a escrita cursiva, aquele estilo de escrever em que as palavras são formadas com letras emendadas pelas pontas. Com isso, juntou-se a uma onda crescente nos Estados Unidos de privilegiar no currículo outras habilidades hoje consideradas mais úteis, como digitar textos em teclados do computadores.
Com a mudança, Indiana alinha-se a um padrão comum de ensino adotado por 46 Estados americanos. Nele, não há nenhuma menção à escrita cursiva, mas recomenda-se o ensino de digitação. É um reconhecimento de que, com as novas tecnologias, como computadores e telefones inteligentes, as pessoas cada vez menos precisam escrever de forma cursiva, seja no trabalho ou nas suas atividades do dia-a-dia. Basta aprender a escrever com a mão - exigência que ainda faz parte do currículo de Indiana e dos padrões comuns adotados pelos estados - seja com letras de forma, cursiva ou um misto dos dois estilos.
Também é um reflexo do que muitos nos Estados Unidos veem como uma sobrecarga no currículo escolar, com tempo sempre insuficiente para ensinar disciplinas consideradas fundamentais para passar nos testes usados para admissão nas faculdades, como matemática e leitura de textos. Pesquisas nacionais sobre como o tempo é gasto nas salas de aula mostram que 90% dos professores da 1ª a 3ª séries do ensino primário dedicam apenas 60 minutos por semana ao desenvolvimento da escrita com a mão.
A tendência de abandonar o ensino da escrita cursiva é vista com preocupação por parte dos americanos. Para alguns, as novas gerações terão mais dificuldades para fazer atividades básicas, como preencher e assinar cheques. Outros ponderam que os jovens não serão capazes de ler a declaração de independência no original, toda escrita de forma cursiva, num argumento que apela para o patriotismo americano.
Richard S. Christen, professor da Escola de Educação da Universidade de Portland, no Estado do Oregon, é um dos que dizem que as escolas devem pensar duas vezes antes de suspender o ensino da escrita cursiva, embora ele considere cada vez mais difícil defender a tese de que essa é uma habilidade com valor prático.
"Se você voltar ao século XVII ou XIX, seria impossível fechar negócios sem os escrivãos, que foram cuidadosamente treinados na técnica de escrever com as mãos para registrar os fatos", disse Christen ao Valor. "Mas hoje o valor prático disso é bem menor."
Ele pondera, porém, que a escrita cursiva também tem um valor estético em si mesma e diz respeito a valores importantes como civilidade. "A escrita cursiva é um jeito de as pessoas se comunicarem com as outras de forma elegante, valorizando a beleza", afirma. "Essa é uma chance para as crianças fazerem algo com suas mãos todos os dias, prestando atenção para os elementos de beleza, como formas, contornos e linhas", afirma. Além disso, estimula as crianças a prestarem atenção na forma como se dirigem e se comunicam com as outras pessoas.
Para o professor Steve Graham, da Universidade de Vanderbilt, uma das maiores autoridades americanas no assunto, a questão central não é necessariamente a escrita cursiva, mas sim preservar o espaço para a escrita à mão de forma geral no currículo.
Apesar de todo o barulho em torno das novas tecnologias, a realidade, afirma ele ao Valor, é que hoje a maioria das crianças nas escolas americanas ainda faz os seus trabalhos em sala de aula com as mãos, pois de forma geral ainda não existe um computador para cada uma delas. Num ambiente como esse, a boa grafia é crucial para o bom aprendizado e para o sucesso na vida acadêmica, ainda que no mundo fora das salas de aula predominem computadores, iPads e telefones inteligentes.
Pequisa recente conduzida por Graham mostra que, se trabalhos escolares ou provas são apresentados numa grafia sofrível, as notas tendem a ser mais baixas, a despeito do conteúdo. "As pessoas formam opiniões sobre a qualidade de suas ideias com base na sua qualidade de sua escrita", afirma Graham.
Nesse estudo, alunos escreveram redações, que foram submetidas em seguida a avaliações com notas entre 0 e 100. O passo seguinte foi pegar redações medianas, que tiveram nota 50, e reproduzir seu conteúdo em duas versões, uma com grafia impecável e outra com grafia sofrível, embora legível. Submetidas a uma nova avaliação, a conclusão é que a mesma redação mediana ganhou notas muito boas quando escrita com letras caprichadas e notas inferiores quando escritas com garranchos.
A habilidade de escrever à mão também tem influência sobre a capacidade da criança de produzir bons conteúdos na escrita. Velocidade é crucial. Quando a escrita se torna um processo automático, afirma Graham, as ideias fluem mais rapidamente do cérebro para o papel e, portanto, não se perdem no meio do caminho. Pessoas bem treinadas para escrever com as mãos fazem tudo de forma automática e não precisam pensar sobre o que ocorre com o lápis - e sobram assim mais neurônios para serem dedicados a coisas mais importantes, como refletir sobre a mensagem, organizar as ideias e formar frases e parágrafos.
São bons argumentos para não se abandonar o ensino da escrita à mão pela digitação. Mas qual técnica é mais importante: a cursiva ou a simples escrita à mão? Graham diz que a escrita em letras de forma é em geral mais legível do que a cursiva, mas a escrita cursiva é mais rápida do que a escrita em letra de forma. "As diferenças não são grandes o suficiente para justificar muito debate", disse. "O importante é ter um estilo de escrita à mão que seja ao mesmo tempo legível e rápido."
Mas no futuro, reconhece ele, o ensino da escrita à mão pode se tornar menos importante, à medida que ter um computador para cada aluno se torne algo universal. O ensino de digitação, por outro lado, torna-se cada vez mais relevante. "Eles são muito bons com seus telefones, com o twitter, mas não com os computadores", afirma Graham.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Consultor psicopedagógico...quem é esse cara?
Para muitas pessoas leigas, o ano letivo começa quando as férias das crianças acabam e elas voltam à rotina escolar, mas antes mesmo disso acontecer, professores e equipe pedagógica já passaram por várias etapas, desde a escolha do material didático – que começa no ano anterior, até o planejamento de cada aula.
O cotidiano de uma escola é uma correria. Todas as semanas milhares de papeis são xerocados, milhares de páginas de livros e cadernos são feitas e corrigidas, algumas reuniões de planejamento de aulas, provas, festejos são realizadas... Essa rotina que nunca pára, gira em torno do aluno, dos conteúdos a serem aprendidos e de suas necessidades para aprendê-los.
Nesse contexto turbulento surge uma nova área de atuação dentro da escola: o consultor psicopedagógico.
Com um foco voltado para a organização da escola como um todo, o consultor surge como um olhar de fora, visto de dentro da escola. Ele faz parte da equipe, auxilia essa equipe, mostra caminhos para chegar a resultados e para resolver problemas, age no relacionamento entre as pessoas, trabalha para que esse relacionamento (pais, funcionários, alunos...) seja positivo... resumindo, ele nada mais é do que um gestor educacional.
Algumas pessoas vão relacionar “gestor” com “diretor”, o que não deixa de ser, mas há o diretor burocrático, aquele preocupado apenas com contratações e mensalidades e não é desse tipo de gestor que estou mencionando.
O consultor psicopedagógico tem um olhar humano, tem um olhar pedagógico, busca que a escola funcione “de maneira redondinha”, onde todos sejam ouvidos, percebidos, acolhidos e, quando possível, satisfeitos.
A participação de toda a comunidade escolar é fundamental para o sucesso do processo educativo e esse espaço de troca, interação e convivência é o espaço do consultor psicopedagógico.
Vamos torcer que esse novo personagem realmente seja acrescentado às escolas...
É isso...Vanessa Gerhard
O cotidiano de uma escola é uma correria. Todas as semanas milhares de papeis são xerocados, milhares de páginas de livros e cadernos são feitas e corrigidas, algumas reuniões de planejamento de aulas, provas, festejos são realizadas... Essa rotina que nunca pára, gira em torno do aluno, dos conteúdos a serem aprendidos e de suas necessidades para aprendê-los.
Nesse contexto turbulento surge uma nova área de atuação dentro da escola: o consultor psicopedagógico.
Com um foco voltado para a organização da escola como um todo, o consultor surge como um olhar de fora, visto de dentro da escola. Ele faz parte da equipe, auxilia essa equipe, mostra caminhos para chegar a resultados e para resolver problemas, age no relacionamento entre as pessoas, trabalha para que esse relacionamento (pais, funcionários, alunos...) seja positivo... resumindo, ele nada mais é do que um gestor educacional.
Algumas pessoas vão relacionar “gestor” com “diretor”, o que não deixa de ser, mas há o diretor burocrático, aquele preocupado apenas com contratações e mensalidades e não é desse tipo de gestor que estou mencionando.
O consultor psicopedagógico tem um olhar humano, tem um olhar pedagógico, busca que a escola funcione “de maneira redondinha”, onde todos sejam ouvidos, percebidos, acolhidos e, quando possível, satisfeitos.
A participação de toda a comunidade escolar é fundamental para o sucesso do processo educativo e esse espaço de troca, interação e convivência é o espaço do consultor psicopedagógico.
Vamos torcer que esse novo personagem realmente seja acrescentado às escolas...
É isso...Vanessa Gerhard
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Aprender...aprender com o outro...
Na teroria, a aprendizagem é um processo de construção individual através do qual se faz uma interpretação pessoal e única da tal cultura. Assim, os processos de aprendizagem não são uma mera associação de estímulos e respostas ou de acumulação de conhecimentos; são mudanças qualitativas nas estruturas e esquemas existentes em cada indivíduo.
Aprender é fazer uma interpretação e uma representação pessoal da tal realidade. Isto faz com que o processo de aprendizagem seja único e “irrepetível” em cada caso.
Igualmente ao desenvolvimento, a aprendizagem é um processo interno; ninguém pode aprender por nós, mas aprendemos graças aos processos de interação com outras pessoas que atuam como mediadores dos conteúdos da cultura, estabelecidos no currículo escolar, graças aos processos de interação e de comunicação com docentes e colegas.
Ultimamente tenho investido na aprendizagem cooperativa entre meus alunos. Eles tentam compreender os textos e os enunciados das tarefas sozinhos e depois têm um tempo para interagir com os colegas até chegarem às suas respostas. Esse trabalho tem sido gratificante, pois ao contrário do que muitos pensam, as crianças não querem apenas copiar a resposta do outro para se ver livre da tarefa, eles querem aprender, e quando isso acontece com a parceria de um colega ou um amigo é muito mais divertido.
Em alguns momentos eu os deixo com suas respostas, em outros trago o assunto para a discussão e chegamos a algumas conclusões que são registradas coletivamente.
A conclusão individual de cada um, nem sempre é possível mensurar, mas só de um aluno refletir sozinho, refletir com o outro e registrar uma reflexão coletiva, acredito que ao final do processo, ele tenha tido a oportunidade de aprender.
É isso... Vanessa Gerhard
Aprender é fazer uma interpretação e uma representação pessoal da tal realidade. Isto faz com que o processo de aprendizagem seja único e “irrepetível” em cada caso.
Igualmente ao desenvolvimento, a aprendizagem é um processo interno; ninguém pode aprender por nós, mas aprendemos graças aos processos de interação com outras pessoas que atuam como mediadores dos conteúdos da cultura, estabelecidos no currículo escolar, graças aos processos de interação e de comunicação com docentes e colegas.
Ultimamente tenho investido na aprendizagem cooperativa entre meus alunos. Eles tentam compreender os textos e os enunciados das tarefas sozinhos e depois têm um tempo para interagir com os colegas até chegarem às suas respostas. Esse trabalho tem sido gratificante, pois ao contrário do que muitos pensam, as crianças não querem apenas copiar a resposta do outro para se ver livre da tarefa, eles querem aprender, e quando isso acontece com a parceria de um colega ou um amigo é muito mais divertido.
Em alguns momentos eu os deixo com suas respostas, em outros trago o assunto para a discussão e chegamos a algumas conclusões que são registradas coletivamente.
A conclusão individual de cada um, nem sempre é possível mensurar, mas só de um aluno refletir sozinho, refletir com o outro e registrar uma reflexão coletiva, acredito que ao final do processo, ele tenha tido a oportunidade de aprender.
É isso... Vanessa Gerhard
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