segunda-feira, 24 de outubro de 2011
O lugar do lúdico no cotidiano escolar
A escola é um lugar de muito aprendizado e esse aprendizado não precisa ser feito apenas de uma maneira formal, com livros, cadernos... Quando falamos de crianças, é importante perceber que elas aprendem mais facilmente quando criam um laço afetivo com o assunto que estão aprendendo, então nada melhor do que apresentar assuntos, temas e conteúdos de forma lúdica. Nessas horas entram os jogos e as brincadeiras..., mas não é qualquer jogo e qualquer brincadeira. A escolha desse material pelo professor deve vir cercada de alguns cuidados.
Do ponto de vista educacional, o jogo deve responder aos interesses específicos das crianças, deve dar oportunidade para que as crianças o transformem, permitindo a sua participação ativa, devem possibilitar uma avaliação da atuação das crianças durante a atividade e devem viabilizar uma relação mais profunda com os conteúdos escolares.
Após pensar nesses itens, o educador deve selecionar o jogo/os jogos que mais combinam com esses objetivos, tendo em vista também os estágios de desenvolvimento de seus alunos e a duração dos jogos, proporcionando assim que o momento lúdico esteja realmente a serviço da aprendizagem.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
dia do mestre
Alguns amigos de outras profissões se perguntam porque os professores não trabalham no dia do mestre e eles trabalham nas datas comemorativas das suas respectivas profissōes. Acredito que o sindicato dos professores foi quem transformou o dia 15 de outubro em recesso escolar, não tenho certeza...
De qualquer forma penso que todos os profissionais de todas as áreas mereciam um recesso para comemorar. Sugiro até que façam campanhas entre os colegas de profissão.
Espero que mais que um recesso, os professores desse país ganhem valorização e aproveito para desejar parabéns a todos que abraçam a educação e que fazem dela mais do que um simples ganha pão.
É isso...Vanessa Gerhard
De qualquer forma penso que todos os profissionais de todas as áreas mereciam um recesso para comemorar. Sugiro até que façam campanhas entre os colegas de profissão.
Espero que mais que um recesso, os professores desse país ganhem valorização e aproveito para desejar parabéns a todos que abraçam a educação e que fazem dela mais do que um simples ganha pão.
É isso...Vanessa Gerhard
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
A importância do brincar
Muitos pais vem me dizer, muito satisfeitos, que seus filhos fazem aulas de natação, futebol, capoeira, inglês, balé, informática, tênis, desenho, kumon...
E eu sempre tenho vontade de perguntar: Que horas ele brinca?
Quando uma criança brinca ela está mais do que se divertindo, ela está aprendendo. Pelo aspecto social ela está aprendendo a se conhecer, a conhecer o outro, a interagir, a trocar ideias e experiências, aprendendo a dividir, a cooperar, a ser companheira...
Fora isso a brincadeira desenvolve a percepção, a memória, a atenção, as noções de tempo e espaço, as habilidades motoras, o equilíbrio... entre muitos outros aspectos.
Por isso é que eu penso, antes de se preocupar se seu filho está tenho um milhão de atividades, pense se ele está tendo tempo para brincar, pois brincar é muito importante!
E eu sempre tenho vontade de perguntar: Que horas ele brinca?
Quando uma criança brinca ela está mais do que se divertindo, ela está aprendendo. Pelo aspecto social ela está aprendendo a se conhecer, a conhecer o outro, a interagir, a trocar ideias e experiências, aprendendo a dividir, a cooperar, a ser companheira...
Fora isso a brincadeira desenvolve a percepção, a memória, a atenção, as noções de tempo e espaço, as habilidades motoras, o equilíbrio... entre muitos outros aspectos.
Por isso é que eu penso, antes de se preocupar se seu filho está tenho um milhão de atividades, pense se ele está tendo tempo para brincar, pois brincar é muito importante!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Ensino americano abandona aos poucos a escrita em cursivo
Texto enviado pelo meu tio, Arthur Borges, que mora em Washington... é para se pensar...
Alex Ribeiro | De Washington
O velho e o novo: o crescente uso de computadores nas salas de aula deve acentuar a tendência ao abandono da escrita em cursivo, segundo especialistas; na foto, escola no Estado de Illinois
O Estado de Indiana, localizado no Meio-Oeste americano, acabou com a exigência de que as suas escolas ensinem a escrita cursiva, aquele estilo de escrever em que as palavras são formadas com letras emendadas pelas pontas. Com isso, juntou-se a uma onda crescente nos Estados Unidos de privilegiar no currículo outras habilidades hoje consideradas mais úteis, como digitar textos em teclados do computadores.
Com a mudança, Indiana alinha-se a um padrão comum de ensino adotado por 46 Estados americanos. Nele, não há nenhuma menção à escrita cursiva, mas recomenda-se o ensino de digitação. É um reconhecimento de que, com as novas tecnologias, como computadores e telefones inteligentes, as pessoas cada vez menos precisam escrever de forma cursiva, seja no trabalho ou nas suas atividades do dia-a-dia. Basta aprender a escrever com a mão - exigência que ainda faz parte do currículo de Indiana e dos padrões comuns adotados pelos estados - seja com letras de forma, cursiva ou um misto dos dois estilos.
Também é um reflexo do que muitos nos Estados Unidos veem como uma sobrecarga no currículo escolar, com tempo sempre insuficiente para ensinar disciplinas consideradas fundamentais para passar nos testes usados para admissão nas faculdades, como matemática e leitura de textos. Pesquisas nacionais sobre como o tempo é gasto nas salas de aula mostram que 90% dos professores da 1ª a 3ª séries do ensino primário dedicam apenas 60 minutos por semana ao desenvolvimento da escrita com a mão.
A tendência de abandonar o ensino da escrita cursiva é vista com preocupação por parte dos americanos. Para alguns, as novas gerações terão mais dificuldades para fazer atividades básicas, como preencher e assinar cheques. Outros ponderam que os jovens não serão capazes de ler a declaração de independência no original, toda escrita de forma cursiva, num argumento que apela para o patriotismo americano.
Richard S. Christen, professor da Escola de Educação da Universidade de Portland, no Estado do Oregon, é um dos que dizem que as escolas devem pensar duas vezes antes de suspender o ensino da escrita cursiva, embora ele considere cada vez mais difícil defender a tese de que essa é uma habilidade com valor prático.
"Se você voltar ao século XVII ou XIX, seria impossível fechar negócios sem os escrivãos, que foram cuidadosamente treinados na técnica de escrever com as mãos para registrar os fatos", disse Christen ao Valor. "Mas hoje o valor prático disso é bem menor."
Ele pondera, porém, que a escrita cursiva também tem um valor estético em si mesma e diz respeito a valores importantes como civilidade. "A escrita cursiva é um jeito de as pessoas se comunicarem com as outras de forma elegante, valorizando a beleza", afirma. "Essa é uma chance para as crianças fazerem algo com suas mãos todos os dias, prestando atenção para os elementos de beleza, como formas, contornos e linhas", afirma. Além disso, estimula as crianças a prestarem atenção na forma como se dirigem e se comunicam com as outras pessoas.
Para o professor Steve Graham, da Universidade de Vanderbilt, uma das maiores autoridades americanas no assunto, a questão central não é necessariamente a escrita cursiva, mas sim preservar o espaço para a escrita à mão de forma geral no currículo.
Apesar de todo o barulho em torno das novas tecnologias, a realidade, afirma ele ao Valor, é que hoje a maioria das crianças nas escolas americanas ainda faz os seus trabalhos em sala de aula com as mãos, pois de forma geral ainda não existe um computador para cada uma delas. Num ambiente como esse, a boa grafia é crucial para o bom aprendizado e para o sucesso na vida acadêmica, ainda que no mundo fora das salas de aula predominem computadores, iPads e telefones inteligentes.
Pequisa recente conduzida por Graham mostra que, se trabalhos escolares ou provas são apresentados numa grafia sofrível, as notas tendem a ser mais baixas, a despeito do conteúdo. "As pessoas formam opiniões sobre a qualidade de suas ideias com base na sua qualidade de sua escrita", afirma Graham.
Nesse estudo, alunos escreveram redações, que foram submetidas em seguida a avaliações com notas entre 0 e 100. O passo seguinte foi pegar redações medianas, que tiveram nota 50, e reproduzir seu conteúdo em duas versões, uma com grafia impecável e outra com grafia sofrível, embora legível. Submetidas a uma nova avaliação, a conclusão é que a mesma redação mediana ganhou notas muito boas quando escrita com letras caprichadas e notas inferiores quando escritas com garranchos.
A habilidade de escrever à mão também tem influência sobre a capacidade da criança de produzir bons conteúdos na escrita. Velocidade é crucial. Quando a escrita se torna um processo automático, afirma Graham, as ideias fluem mais rapidamente do cérebro para o papel e, portanto, não se perdem no meio do caminho. Pessoas bem treinadas para escrever com as mãos fazem tudo de forma automática e não precisam pensar sobre o que ocorre com o lápis - e sobram assim mais neurônios para serem dedicados a coisas mais importantes, como refletir sobre a mensagem, organizar as ideias e formar frases e parágrafos.
São bons argumentos para não se abandonar o ensino da escrita à mão pela digitação. Mas qual técnica é mais importante: a cursiva ou a simples escrita à mão? Graham diz que a escrita em letras de forma é em geral mais legível do que a cursiva, mas a escrita cursiva é mais rápida do que a escrita em letra de forma. "As diferenças não são grandes o suficiente para justificar muito debate", disse. "O importante é ter um estilo de escrita à mão que seja ao mesmo tempo legível e rápido."
Mas no futuro, reconhece ele, o ensino da escrita à mão pode se tornar menos importante, à medida que ter um computador para cada aluno se torne algo universal. O ensino de digitação, por outro lado, torna-se cada vez mais relevante. "Eles são muito bons com seus telefones, com o twitter, mas não com os computadores", afirma Graham.
Alex Ribeiro | De Washington
O velho e o novo: o crescente uso de computadores nas salas de aula deve acentuar a tendência ao abandono da escrita em cursivo, segundo especialistas; na foto, escola no Estado de Illinois
O Estado de Indiana, localizado no Meio-Oeste americano, acabou com a exigência de que as suas escolas ensinem a escrita cursiva, aquele estilo de escrever em que as palavras são formadas com letras emendadas pelas pontas. Com isso, juntou-se a uma onda crescente nos Estados Unidos de privilegiar no currículo outras habilidades hoje consideradas mais úteis, como digitar textos em teclados do computadores.
Com a mudança, Indiana alinha-se a um padrão comum de ensino adotado por 46 Estados americanos. Nele, não há nenhuma menção à escrita cursiva, mas recomenda-se o ensino de digitação. É um reconhecimento de que, com as novas tecnologias, como computadores e telefones inteligentes, as pessoas cada vez menos precisam escrever de forma cursiva, seja no trabalho ou nas suas atividades do dia-a-dia. Basta aprender a escrever com a mão - exigência que ainda faz parte do currículo de Indiana e dos padrões comuns adotados pelos estados - seja com letras de forma, cursiva ou um misto dos dois estilos.
Também é um reflexo do que muitos nos Estados Unidos veem como uma sobrecarga no currículo escolar, com tempo sempre insuficiente para ensinar disciplinas consideradas fundamentais para passar nos testes usados para admissão nas faculdades, como matemática e leitura de textos. Pesquisas nacionais sobre como o tempo é gasto nas salas de aula mostram que 90% dos professores da 1ª a 3ª séries do ensino primário dedicam apenas 60 minutos por semana ao desenvolvimento da escrita com a mão.
A tendência de abandonar o ensino da escrita cursiva é vista com preocupação por parte dos americanos. Para alguns, as novas gerações terão mais dificuldades para fazer atividades básicas, como preencher e assinar cheques. Outros ponderam que os jovens não serão capazes de ler a declaração de independência no original, toda escrita de forma cursiva, num argumento que apela para o patriotismo americano.
Richard S. Christen, professor da Escola de Educação da Universidade de Portland, no Estado do Oregon, é um dos que dizem que as escolas devem pensar duas vezes antes de suspender o ensino da escrita cursiva, embora ele considere cada vez mais difícil defender a tese de que essa é uma habilidade com valor prático.
"Se você voltar ao século XVII ou XIX, seria impossível fechar negócios sem os escrivãos, que foram cuidadosamente treinados na técnica de escrever com as mãos para registrar os fatos", disse Christen ao Valor. "Mas hoje o valor prático disso é bem menor."
Ele pondera, porém, que a escrita cursiva também tem um valor estético em si mesma e diz respeito a valores importantes como civilidade. "A escrita cursiva é um jeito de as pessoas se comunicarem com as outras de forma elegante, valorizando a beleza", afirma. "Essa é uma chance para as crianças fazerem algo com suas mãos todos os dias, prestando atenção para os elementos de beleza, como formas, contornos e linhas", afirma. Além disso, estimula as crianças a prestarem atenção na forma como se dirigem e se comunicam com as outras pessoas.
Para o professor Steve Graham, da Universidade de Vanderbilt, uma das maiores autoridades americanas no assunto, a questão central não é necessariamente a escrita cursiva, mas sim preservar o espaço para a escrita à mão de forma geral no currículo.
Apesar de todo o barulho em torno das novas tecnologias, a realidade, afirma ele ao Valor, é que hoje a maioria das crianças nas escolas americanas ainda faz os seus trabalhos em sala de aula com as mãos, pois de forma geral ainda não existe um computador para cada uma delas. Num ambiente como esse, a boa grafia é crucial para o bom aprendizado e para o sucesso na vida acadêmica, ainda que no mundo fora das salas de aula predominem computadores, iPads e telefones inteligentes.
Pequisa recente conduzida por Graham mostra que, se trabalhos escolares ou provas são apresentados numa grafia sofrível, as notas tendem a ser mais baixas, a despeito do conteúdo. "As pessoas formam opiniões sobre a qualidade de suas ideias com base na sua qualidade de sua escrita", afirma Graham.
Nesse estudo, alunos escreveram redações, que foram submetidas em seguida a avaliações com notas entre 0 e 100. O passo seguinte foi pegar redações medianas, que tiveram nota 50, e reproduzir seu conteúdo em duas versões, uma com grafia impecável e outra com grafia sofrível, embora legível. Submetidas a uma nova avaliação, a conclusão é que a mesma redação mediana ganhou notas muito boas quando escrita com letras caprichadas e notas inferiores quando escritas com garranchos.
A habilidade de escrever à mão também tem influência sobre a capacidade da criança de produzir bons conteúdos na escrita. Velocidade é crucial. Quando a escrita se torna um processo automático, afirma Graham, as ideias fluem mais rapidamente do cérebro para o papel e, portanto, não se perdem no meio do caminho. Pessoas bem treinadas para escrever com as mãos fazem tudo de forma automática e não precisam pensar sobre o que ocorre com o lápis - e sobram assim mais neurônios para serem dedicados a coisas mais importantes, como refletir sobre a mensagem, organizar as ideias e formar frases e parágrafos.
São bons argumentos para não se abandonar o ensino da escrita à mão pela digitação. Mas qual técnica é mais importante: a cursiva ou a simples escrita à mão? Graham diz que a escrita em letras de forma é em geral mais legível do que a cursiva, mas a escrita cursiva é mais rápida do que a escrita em letra de forma. "As diferenças não são grandes o suficiente para justificar muito debate", disse. "O importante é ter um estilo de escrita à mão que seja ao mesmo tempo legível e rápido."
Mas no futuro, reconhece ele, o ensino da escrita à mão pode se tornar menos importante, à medida que ter um computador para cada aluno se torne algo universal. O ensino de digitação, por outro lado, torna-se cada vez mais relevante. "Eles são muito bons com seus telefones, com o twitter, mas não com os computadores", afirma Graham.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Consultor psicopedagógico...quem é esse cara?
Para muitas pessoas leigas, o ano letivo começa quando as férias das crianças acabam e elas voltam à rotina escolar, mas antes mesmo disso acontecer, professores e equipe pedagógica já passaram por várias etapas, desde a escolha do material didático – que começa no ano anterior, até o planejamento de cada aula.
O cotidiano de uma escola é uma correria. Todas as semanas milhares de papeis são xerocados, milhares de páginas de livros e cadernos são feitas e corrigidas, algumas reuniões de planejamento de aulas, provas, festejos são realizadas... Essa rotina que nunca pára, gira em torno do aluno, dos conteúdos a serem aprendidos e de suas necessidades para aprendê-los.
Nesse contexto turbulento surge uma nova área de atuação dentro da escola: o consultor psicopedagógico.
Com um foco voltado para a organização da escola como um todo, o consultor surge como um olhar de fora, visto de dentro da escola. Ele faz parte da equipe, auxilia essa equipe, mostra caminhos para chegar a resultados e para resolver problemas, age no relacionamento entre as pessoas, trabalha para que esse relacionamento (pais, funcionários, alunos...) seja positivo... resumindo, ele nada mais é do que um gestor educacional.
Algumas pessoas vão relacionar “gestor” com “diretor”, o que não deixa de ser, mas há o diretor burocrático, aquele preocupado apenas com contratações e mensalidades e não é desse tipo de gestor que estou mencionando.
O consultor psicopedagógico tem um olhar humano, tem um olhar pedagógico, busca que a escola funcione “de maneira redondinha”, onde todos sejam ouvidos, percebidos, acolhidos e, quando possível, satisfeitos.
A participação de toda a comunidade escolar é fundamental para o sucesso do processo educativo e esse espaço de troca, interação e convivência é o espaço do consultor psicopedagógico.
Vamos torcer que esse novo personagem realmente seja acrescentado às escolas...
É isso...Vanessa Gerhard
O cotidiano de uma escola é uma correria. Todas as semanas milhares de papeis são xerocados, milhares de páginas de livros e cadernos são feitas e corrigidas, algumas reuniões de planejamento de aulas, provas, festejos são realizadas... Essa rotina que nunca pára, gira em torno do aluno, dos conteúdos a serem aprendidos e de suas necessidades para aprendê-los.
Nesse contexto turbulento surge uma nova área de atuação dentro da escola: o consultor psicopedagógico.
Com um foco voltado para a organização da escola como um todo, o consultor surge como um olhar de fora, visto de dentro da escola. Ele faz parte da equipe, auxilia essa equipe, mostra caminhos para chegar a resultados e para resolver problemas, age no relacionamento entre as pessoas, trabalha para que esse relacionamento (pais, funcionários, alunos...) seja positivo... resumindo, ele nada mais é do que um gestor educacional.
Algumas pessoas vão relacionar “gestor” com “diretor”, o que não deixa de ser, mas há o diretor burocrático, aquele preocupado apenas com contratações e mensalidades e não é desse tipo de gestor que estou mencionando.
O consultor psicopedagógico tem um olhar humano, tem um olhar pedagógico, busca que a escola funcione “de maneira redondinha”, onde todos sejam ouvidos, percebidos, acolhidos e, quando possível, satisfeitos.
A participação de toda a comunidade escolar é fundamental para o sucesso do processo educativo e esse espaço de troca, interação e convivência é o espaço do consultor psicopedagógico.
Vamos torcer que esse novo personagem realmente seja acrescentado às escolas...
É isso...Vanessa Gerhard
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Aprender...aprender com o outro...
Na teroria, a aprendizagem é um processo de construção individual através do qual se faz uma interpretação pessoal e única da tal cultura. Assim, os processos de aprendizagem não são uma mera associação de estímulos e respostas ou de acumulação de conhecimentos; são mudanças qualitativas nas estruturas e esquemas existentes em cada indivíduo.
Aprender é fazer uma interpretação e uma representação pessoal da tal realidade. Isto faz com que o processo de aprendizagem seja único e “irrepetível” em cada caso.
Igualmente ao desenvolvimento, a aprendizagem é um processo interno; ninguém pode aprender por nós, mas aprendemos graças aos processos de interação com outras pessoas que atuam como mediadores dos conteúdos da cultura, estabelecidos no currículo escolar, graças aos processos de interação e de comunicação com docentes e colegas.
Ultimamente tenho investido na aprendizagem cooperativa entre meus alunos. Eles tentam compreender os textos e os enunciados das tarefas sozinhos e depois têm um tempo para interagir com os colegas até chegarem às suas respostas. Esse trabalho tem sido gratificante, pois ao contrário do que muitos pensam, as crianças não querem apenas copiar a resposta do outro para se ver livre da tarefa, eles querem aprender, e quando isso acontece com a parceria de um colega ou um amigo é muito mais divertido.
Em alguns momentos eu os deixo com suas respostas, em outros trago o assunto para a discussão e chegamos a algumas conclusões que são registradas coletivamente.
A conclusão individual de cada um, nem sempre é possível mensurar, mas só de um aluno refletir sozinho, refletir com o outro e registrar uma reflexão coletiva, acredito que ao final do processo, ele tenha tido a oportunidade de aprender.
É isso... Vanessa Gerhard
Aprender é fazer uma interpretação e uma representação pessoal da tal realidade. Isto faz com que o processo de aprendizagem seja único e “irrepetível” em cada caso.
Igualmente ao desenvolvimento, a aprendizagem é um processo interno; ninguém pode aprender por nós, mas aprendemos graças aos processos de interação com outras pessoas que atuam como mediadores dos conteúdos da cultura, estabelecidos no currículo escolar, graças aos processos de interação e de comunicação com docentes e colegas.
Ultimamente tenho investido na aprendizagem cooperativa entre meus alunos. Eles tentam compreender os textos e os enunciados das tarefas sozinhos e depois têm um tempo para interagir com os colegas até chegarem às suas respostas. Esse trabalho tem sido gratificante, pois ao contrário do que muitos pensam, as crianças não querem apenas copiar a resposta do outro para se ver livre da tarefa, eles querem aprender, e quando isso acontece com a parceria de um colega ou um amigo é muito mais divertido.
Em alguns momentos eu os deixo com suas respostas, em outros trago o assunto para a discussão e chegamos a algumas conclusões que são registradas coletivamente.
A conclusão individual de cada um, nem sempre é possível mensurar, mas só de um aluno refletir sozinho, refletir com o outro e registrar uma reflexão coletiva, acredito que ao final do processo, ele tenha tido a oportunidade de aprender.
É isso... Vanessa Gerhard
domingo, 14 de agosto de 2011
Dia dos pais na escola
Algumas escolas ainda optam por fazer aquelas comemorações de Dia dos Pais na escola. Depois de algumas experiências fracassadas, eu comecei a ficar contra esses momentos. As famílias de hoje em dia não são mais como as famílias de antigamente e cada vez mais essas comemorações ficam complicadas. Crianças que os pais não são presentes, crianças que os pais já faleceram, crianças que não conhecem os pais, crianças que são frutos de uma produção independente, crianças que os pais não podem se ausentar do trabalho no dia da comemoração... são milhares de motivos que existem para o dia dos pais ser um fracasso para algumas crianças nas escolas. Elas ficam tristes, frustradas, não querem participar de nada, não querem confeccionar um presente para uma figura inexistente...
O Dia dos Pais é uma data comemorativa comercial. Eu, que tenho um pai ultra presente, gosto de comemorar essa data, porém acho que cada vez mais, a comemoração ou não dessa data, tem que sair dos muros da escola e ficar exclusivamente dentro das famílias, assim cada família sabe se deve ou não comemorar...
Paralelo a isso, ainda vejo crianças confeccionando aventais para as mães e gravatas para os pais. Fico pensando se as escolas ainda não perceberam que o mundo mudou. Conto nos dedos as mães que ficam de avental em casa ultimamente e também conto nos dedos os pais que usam gravatas com frequência. Hoje temos famílias cujos pais são os mestres-cucas da casa e mães que são super executivas, então as escolas que ainda presenteiam assim, mostram-se de certa forma preconceituosas.
Acho que temos que refletir nas novas formações familiares e repensar tudo isso, não acham?
É isso...
Vanessa Gerhard
O Dia dos Pais é uma data comemorativa comercial. Eu, que tenho um pai ultra presente, gosto de comemorar essa data, porém acho que cada vez mais, a comemoração ou não dessa data, tem que sair dos muros da escola e ficar exclusivamente dentro das famílias, assim cada família sabe se deve ou não comemorar...
Paralelo a isso, ainda vejo crianças confeccionando aventais para as mães e gravatas para os pais. Fico pensando se as escolas ainda não perceberam que o mundo mudou. Conto nos dedos as mães que ficam de avental em casa ultimamente e também conto nos dedos os pais que usam gravatas com frequência. Hoje temos famílias cujos pais são os mestres-cucas da casa e mães que são super executivas, então as escolas que ainda presenteiam assim, mostram-se de certa forma preconceituosas.
Acho que temos que refletir nas novas formações familiares e repensar tudo isso, não acham?
É isso...
Vanessa Gerhard
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Infância e sociedade de consumo
Estamos vivendo numa sociedade de consumo. Todos nós ficamos com desejo de adquirir tudo que vemos na mídia e nas vitrines, tendo uma sensação de que nossa vontade nunca se sacia. Somos reconhecidos pelos bens que temos e somos aceitos ou não, em determinados grupos sociais, pela situação financeira na qual nos encontramos. Se isso acontece conosco, adultos, que temos noção do valor do dinheiro e poder de discernimento, já é de se imaginar que com os pequenos a mesma vontade aconteça.
Na sociedade de consumo a criança está no mesmo status que o adulto, com gôndolas em mercado, vitrines coloridas na altura delas e campanhas publicitárias em todas as mídias voltadas para o público infantil. Sua maior diferença em relação aos adultos nesse mundo consumista é o fato de não possuírem – na maioria das vezes – seu próprio dinheiro, ou não terem a real noção do valor do dinheiro. Elas dependem dos adultos para adquirir seus objetos de desejo e para conseguirem o que querem usam seu poder de convencimento, fazendo denguinhos e charminhos para cativar aqueles que podem comprar. Para aqueles adultos que podem (têm o dinheiro) comprar, essa arma que os pequenos utilizam é suficiente para que sejam cobertos de mimos, independente ou não de suas necessidades.
Para aqueles que não têm condições financeiras ou simplesmente sabem que não devem satisfazer todas as vontades da criançada, não adianta cortar o acesso a todos os meios midiáticos, a propaganda aparece em qualquer lugar, seja no estojo do coleguinha que senta na carteira ao lado, seja na camiseta do amiguinho da natação... É importante trabalharmos em nossas crianças o real valor do dinheiro e sua importância na sociedade, para que possamos ter no futuro uma sociedade mais humana e menos consumista.
Na sociedade de consumo a criança está no mesmo status que o adulto, com gôndolas em mercado, vitrines coloridas na altura delas e campanhas publicitárias em todas as mídias voltadas para o público infantil. Sua maior diferença em relação aos adultos nesse mundo consumista é o fato de não possuírem – na maioria das vezes – seu próprio dinheiro, ou não terem a real noção do valor do dinheiro. Elas dependem dos adultos para adquirir seus objetos de desejo e para conseguirem o que querem usam seu poder de convencimento, fazendo denguinhos e charminhos para cativar aqueles que podem comprar. Para aqueles adultos que podem (têm o dinheiro) comprar, essa arma que os pequenos utilizam é suficiente para que sejam cobertos de mimos, independente ou não de suas necessidades.
Para aqueles que não têm condições financeiras ou simplesmente sabem que não devem satisfazer todas as vontades da criançada, não adianta cortar o acesso a todos os meios midiáticos, a propaganda aparece em qualquer lugar, seja no estojo do coleguinha que senta na carteira ao lado, seja na camiseta do amiguinho da natação... É importante trabalharmos em nossas crianças o real valor do dinheiro e sua importância na sociedade, para que possamos ter no futuro uma sociedade mais humana e menos consumista.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Volta às aulas
Sabe qual é o melhor de voltar a trabalhar? Ser recebida com sorrisos e abraços pelas crianças.
Acho que não tem outra profissão no mundo que alguém chega de férias e essa pessoa é recebida com tantas manifestações de carinho.
É gratificante trabalhar com os pequenos... vê-los sorrindo, loucos para reverem os colegas, contarem o que fizeram nas férias, brincarem no recreio uns com os outros e querendo estudar!
Desejo à todos os estudantes e colegas um bom retorno às aulas e torço para que tenhamos todos um ótimo segundo semestre!
Vanessa Gerhard
Acho que não tem outra profissão no mundo que alguém chega de férias e essa pessoa é recebida com tantas manifestações de carinho.
É gratificante trabalhar com os pequenos... vê-los sorrindo, loucos para reverem os colegas, contarem o que fizeram nas férias, brincarem no recreio uns com os outros e querendo estudar!
Desejo à todos os estudantes e colegas um bom retorno às aulas e torço para que tenhamos todos um ótimo segundo semestre!
Vanessa Gerhard
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Estudo X Mudança
Muitas vezes recebi recados de pais de alunos dizendo que seus filhos não fizeram a pesquisa ou o dever de casa porque o lugar onde eles moram está em obras. Eu sempre rubriquei os bilhetes, mas sempre achei uma desculpa bastante esfarrapada. Hoje, ao vivenciar essa experiência de tentar estudar e fazer uma mudança ao mesmo tempo, estou conseguindo compreender melhor o que os pais dos meus alunos queriam dizer.
Ultimamente meu estudo da pós tem sido interrompido por e-mails, telefonemas, materiais guardados em caixas, instaladores de TV a cabo e telefone...
Realmente é preciso concentração, organização e tranquilidade para se aprender qualquer coisa e isso é praticamente impossível durante uma mudança. Não tem nada mais angustiante do que não saber onde estão seus materiais na hora de uma pesquisa e imagino a frustração de meus alunos ao não conseguir entregar as mesmas no prazo que dava a eles.
Nessa volta às aulas, vou tentar ter um olhar mais solidário diante das palavras "mudança" e "obras" e compreender que nem sempre dá para cobrar de todos os alunos as tarefas ao mesmo tempo.
Vanessa Gerhard
Ultimamente meu estudo da pós tem sido interrompido por e-mails, telefonemas, materiais guardados em caixas, instaladores de TV a cabo e telefone...
Realmente é preciso concentração, organização e tranquilidade para se aprender qualquer coisa e isso é praticamente impossível durante uma mudança. Não tem nada mais angustiante do que não saber onde estão seus materiais na hora de uma pesquisa e imagino a frustração de meus alunos ao não conseguir entregar as mesmas no prazo que dava a eles.
Nessa volta às aulas, vou tentar ter um olhar mais solidário diante das palavras "mudança" e "obras" e compreender que nem sempre dá para cobrar de todos os alunos as tarefas ao mesmo tempo.
Vanessa Gerhard
domingo, 17 de julho de 2011
Futebol X Sala de Aula
Fim de Copa América... relembro aqui um texto que escrevi em 2006, quando foi o fim da Copa do Mundo para nós brasileiros... infelizmente perdemos novamente, felizmente continuo pensando como eu pensava...
Aí vai o texto...
Então a Copa acabou para nós brasileiros?
No mesmo tempo entro de férias…
Nunca prestei tanta atenção em uma Copa, nunca parei tanto pra compreender futebol e ultimamente vem vindo na minha mente o que o futebol tem a ver com meu trabalho, com meu dia a dia, com a minha rotina…
Primeiramente um tempo de aula tem a mesma duração de uma partida de futebol…45 minutos. O intervalo e o recreio também tem a mesma duração…15 minutos.
Assim como técnicos e juízes temos em média 20 e poucos pupilos para treinar e orientar, mas o que me chama mais a atenção é que nós professores temos que ser técnicos e juizes ao mesmo tempo…e acho que é nisso que o futebol tem mais graça.
Técnicos preparam seus jogadores para a partida e desejam o sucesso deles sempre…sua avaliação se dá em quem vai entrar em campo e quem não vai. Não cabe ao técnico, julgar pelos erros e corrigir durante a partida, para isso vem o juíz, uma pessoa de fora, que não conhece os jogadores, não sabe dos seus problemas e sucessos…tá ali apenas para fazer a partida andar, sem compaixão e sem pena de ser severo com quem precisa.
Imagina se os juizes tivessem que expulsar quem eles fizeram crescer? O jogo não seria o mesmo.
É essa minha maior frustração…queria só a parte boa, só acompanhar meus alunos, ensinar, mostrar o quão fortes eles são, vê-los crescer…é uma pena que eu mesma tenha que avaliar quem está ou não apto a seguir…ser a chata, a bruxa, a xingada pela torcida de cada jogador (família) quando nem tudo acontece como e quando se espera.
Técnicos se despedem de seus jogadores quando a competição acaba. Professores se despedem de seus alunos quando o ano acaba. Mas em uma coisa é bom ser professora e não a técnica…se eu tiver que mudar de sala, não precisarei fazer com que meus novos alunos derrotem os antigos…e isso me faz muito bem.
Graças a Deus, a sala de aula é um espaço de troca de não de competição!
Vanessa Gerhard
Aí vai o texto...
Então a Copa acabou para nós brasileiros?
No mesmo tempo entro de férias…
Nunca prestei tanta atenção em uma Copa, nunca parei tanto pra compreender futebol e ultimamente vem vindo na minha mente o que o futebol tem a ver com meu trabalho, com meu dia a dia, com a minha rotina…
Primeiramente um tempo de aula tem a mesma duração de uma partida de futebol…45 minutos. O intervalo e o recreio também tem a mesma duração…15 minutos.
Assim como técnicos e juízes temos em média 20 e poucos pupilos para treinar e orientar, mas o que me chama mais a atenção é que nós professores temos que ser técnicos e juizes ao mesmo tempo…e acho que é nisso que o futebol tem mais graça.
Técnicos preparam seus jogadores para a partida e desejam o sucesso deles sempre…sua avaliação se dá em quem vai entrar em campo e quem não vai. Não cabe ao técnico, julgar pelos erros e corrigir durante a partida, para isso vem o juíz, uma pessoa de fora, que não conhece os jogadores, não sabe dos seus problemas e sucessos…tá ali apenas para fazer a partida andar, sem compaixão e sem pena de ser severo com quem precisa.
Imagina se os juizes tivessem que expulsar quem eles fizeram crescer? O jogo não seria o mesmo.
É essa minha maior frustração…queria só a parte boa, só acompanhar meus alunos, ensinar, mostrar o quão fortes eles são, vê-los crescer…é uma pena que eu mesma tenha que avaliar quem está ou não apto a seguir…ser a chata, a bruxa, a xingada pela torcida de cada jogador (família) quando nem tudo acontece como e quando se espera.
Técnicos se despedem de seus jogadores quando a competição acaba. Professores se despedem de seus alunos quando o ano acaba. Mas em uma coisa é bom ser professora e não a técnica…se eu tiver que mudar de sala, não precisarei fazer com que meus novos alunos derrotem os antigos…e isso me faz muito bem.
Graças a Deus, a sala de aula é um espaço de troca de não de competição!
Vanessa Gerhard
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Professores que deixaram saudades...
Nessa minha onda de arrumação, resolvi abrir as pastas da minha época de graduação na PUC. As pastas estavam lotadas de textos e materiais que nunca mais li, mas não queria simplesmente jogar fora aqueles textos, então resolvi classificar em materiais que eu não iria mais precisar e materiais que eu achava que um dia iria precisar, mas não foi bem assim que consegui classificar.
Ao me deparar com minhas avaliações, fui vendo os saudosos recadinhos e os olhos foram se enchendo de lágrimas...
Elogios declarando em que eu tinha um bom poder de síntese, que eu era inteligente, parabenizando o que eu havia escrito, sugerindo novas reflexões, dando uma segunda chance quando eles tinham certeza de que eu poderia ir além do que eu tinha ido numa avaliação e até mesmo declarando que iriam sentir saudades de mim como aluna... isso sim, não tem preço!
Eles fizeram a diferença e aumentaram o meu amor pelos estudos e pela educação.
Quero aqui publicamente agradecer aos professores Leandro Konder, Alicia Bonamino, Ilza Autran, José Carmelo, Therezinha Machado e Maria Rita Salomão, pelos bilhetinhos escritos e aos professores Rosália Duarte, Sônia Kramer, Rosina Wagner, Menga Lüdke, Isabela Fernandes... pelo apoio e pelas manifestações de carinho dadas ao vivo...
Quando penso em ser professora, penso em ser como vocês...fonte de estímulo e sabedoria. Desejo que meus alunos se lembrem de mim com o carinho que eu me lembro de vocês, quero ser essa professora que, assim como vocês, deixa saudades...
É isso...Vanessa Gerhard
Ao me deparar com minhas avaliações, fui vendo os saudosos recadinhos e os olhos foram se enchendo de lágrimas...
Elogios declarando em que eu tinha um bom poder de síntese, que eu era inteligente, parabenizando o que eu havia escrito, sugerindo novas reflexões, dando uma segunda chance quando eles tinham certeza de que eu poderia ir além do que eu tinha ido numa avaliação e até mesmo declarando que iriam sentir saudades de mim como aluna... isso sim, não tem preço!
Eles fizeram a diferença e aumentaram o meu amor pelos estudos e pela educação.
Quero aqui publicamente agradecer aos professores Leandro Konder, Alicia Bonamino, Ilza Autran, José Carmelo, Therezinha Machado e Maria Rita Salomão, pelos bilhetinhos escritos e aos professores Rosália Duarte, Sônia Kramer, Rosina Wagner, Menga Lüdke, Isabela Fernandes... pelo apoio e pelas manifestações de carinho dadas ao vivo...
Quando penso em ser professora, penso em ser como vocês...fonte de estímulo e sabedoria. Desejo que meus alunos se lembrem de mim com o carinho que eu me lembro de vocês, quero ser essa professora que, assim como vocês, deixa saudades...
É isso...Vanessa Gerhard
sábado, 9 de julho de 2011
Férias escolares
As crianças estão entrando de férias e nós professores também...
É tempo de arrumar estantes, é tempo de descansar e de se divertir.
Mas o que muitos pais querem saber é o que fazer com as crianças durante as férias escolares?
A opção familiar mais divertida é viajar. Conhecer cidades novas, mesmo as mais próximas, vão fazer as crianças se encantarem e aprenderem com as comparações entre a cidade visitada e o lugar onde moram.
Para os pais que têm condições de pagar, mas não têm condições de tirar férias nessa época do ano, uma boa opção são as diversas colônias de férias oferecidas em todo o país. Nesses lugares as crianças fazem novas amizades, aprendem coisas novas e se divertem muito com jogos e brincadeiras oferecidas pelos recreadores.
Para aqueles que podem contar com os avós, a visita à casa dos avós também é uma boa pedida. A criança interage com pessoas mais velhas, ouvem histórias do passado, aprendem coisas novas e aprendem a ter paciência, pois muitas vezes, o ritmo das pessoas mais velhas difere do ritmo intenso das crianças e elas aprendem algo muito importante na vida: esperar! Só dou uma dica ao deixar os seus pimpolhos na casa dos avós...eu sei que muitas vezes é difícil dar dicas para os nossos pais ou sogros, mas regular a alimentação é uma coisa importante, ainda mais hoje em dia em que as crianças passam muito tempo sedentárias em frente ao computador, ao videojogo e à televisão. Portanto, casa dos avós:SIM; guloseimas a toda hora: NÃO.
Para aqueles que podem contar com funcionários que estão disponíveis para cuidar dos pequenos, a dica é aproveitar os parques da cidade nos dias de sol e os jogos em casa nos dias de chuva.
Outras dicas para os dias de chuva...cinema, patinação no gelo e boliche...eles adoram!
Mas nada de se enfurnar pelas lojas dos shoppings com os pequenos... eles querem tudo que veem e, em poucos segundos, você vai querer ir para casa por já ter gasto mais do que podia, ou queria, com eles!
Aproveitem! As férias estão apenas começando!! É hora de curtir!!!
Vanessa Gerhard
É tempo de arrumar estantes, é tempo de descansar e de se divertir.
Mas o que muitos pais querem saber é o que fazer com as crianças durante as férias escolares?
A opção familiar mais divertida é viajar. Conhecer cidades novas, mesmo as mais próximas, vão fazer as crianças se encantarem e aprenderem com as comparações entre a cidade visitada e o lugar onde moram.
Para os pais que têm condições de pagar, mas não têm condições de tirar férias nessa época do ano, uma boa opção são as diversas colônias de férias oferecidas em todo o país. Nesses lugares as crianças fazem novas amizades, aprendem coisas novas e se divertem muito com jogos e brincadeiras oferecidas pelos recreadores.
Para aqueles que podem contar com os avós, a visita à casa dos avós também é uma boa pedida. A criança interage com pessoas mais velhas, ouvem histórias do passado, aprendem coisas novas e aprendem a ter paciência, pois muitas vezes, o ritmo das pessoas mais velhas difere do ritmo intenso das crianças e elas aprendem algo muito importante na vida: esperar! Só dou uma dica ao deixar os seus pimpolhos na casa dos avós...eu sei que muitas vezes é difícil dar dicas para os nossos pais ou sogros, mas regular a alimentação é uma coisa importante, ainda mais hoje em dia em que as crianças passam muito tempo sedentárias em frente ao computador, ao videojogo e à televisão. Portanto, casa dos avós:SIM; guloseimas a toda hora: NÃO.
Para aqueles que podem contar com funcionários que estão disponíveis para cuidar dos pequenos, a dica é aproveitar os parques da cidade nos dias de sol e os jogos em casa nos dias de chuva.
Outras dicas para os dias de chuva...cinema, patinação no gelo e boliche...eles adoram!
Mas nada de se enfurnar pelas lojas dos shoppings com os pequenos... eles querem tudo que veem e, em poucos segundos, você vai querer ir para casa por já ter gasto mais do que podia, ou queria, com eles!
Aproveitem! As férias estão apenas começando!! É hora de curtir!!!
Vanessa Gerhard
quarta-feira, 13 de abril de 2011
O passeio
Hoje fui com uma de minhas turmas ao morro do Corcovado. A ideia era perfeita! Amarramos tudo em um projeto que mistura índios, Rio de Janeiro, cartas/cartões postais/bilhetes, família, floresta/cidade... e acabamos optando por esse local.
Nunca podia imaginar que às 8horas da manhã de uma quarta-feira, o bondinho estaria lotado de turistas que vieram nas mais diferentes excursões - a maioria de navio - e que isso iria atrapalhar a nossa visita.
As crianças não deixaram de aprender o que fomos lá trabalhar, mas eu fiquei um pouco frustrada como um ponto turístico da nossa cidade não está preparado para receber excursões escolares e como eles dão preferência nítida aos turistas do que aos nossos pequenos brasileiros.
Organizar um passeio não é fácil, manter a disciplina das crianças ao longo do passeio também não, mas não ter o apoio necessário do local e nem dos turistas para realizar uma excursão, deixa qualquer professor sem vontade de programar uma próxima!
Freinet, o grande mestre que inventou a ideia da aula-passeio, que me desculpe... mas é preciso não só educar as crianças e ensiná-las a se comportarem fora da escola. É preciso educar os adultos e ensiná-los a respeitar uma turma de crianças que deseja aprender!
É isso... Vanessa Gerhard
Nunca podia imaginar que às 8horas da manhã de uma quarta-feira, o bondinho estaria lotado de turistas que vieram nas mais diferentes excursões - a maioria de navio - e que isso iria atrapalhar a nossa visita.
As crianças não deixaram de aprender o que fomos lá trabalhar, mas eu fiquei um pouco frustrada como um ponto turístico da nossa cidade não está preparado para receber excursões escolares e como eles dão preferência nítida aos turistas do que aos nossos pequenos brasileiros.
Organizar um passeio não é fácil, manter a disciplina das crianças ao longo do passeio também não, mas não ter o apoio necessário do local e nem dos turistas para realizar uma excursão, deixa qualquer professor sem vontade de programar uma próxima!
Freinet, o grande mestre que inventou a ideia da aula-passeio, que me desculpe... mas é preciso não só educar as crianças e ensiná-las a se comportarem fora da escola. É preciso educar os adultos e ensiná-los a respeitar uma turma de crianças que deseja aprender!
É isso... Vanessa Gerhard
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Alo Realengo...aquele abraço...
Na última quinta-feira vimos um atentado a uma escola da rede pública do bairro de Realengo no Rio de Janeiro.
No mesmo dia eu sai do trabalho e fui para casa com febre. Estava pensando em descansar, mas foi só ligar a TV e me deparar com o ocorrido, que uma angústia foi me tomando e acabei descansando pouco.
Pensei nas crianças que faleceram...pensei em suas famílias...pensei nos motivos pelos quais um ex-aluno resolve fazer um atentado em um lugar que só deveria ter lhe proporcionado momentos de crescimento e alegrias...pensei em meus colegas de trabalho.
Como retomar a rotina de uma escola depois de um atentado como esse?
Acabar com o prédio da escola? Limpá-lo? Reformá-lo? Transformar as salas em que houve o atentado em outros ambientes?
São algumas ideias difundidas na mídia... mas a pergunta que não sai da minha cabeça é:
Será que eu conseguiria ter forças de levantar todas as manhãs e trabalhar novamente em um lugar tão traumático?
Será que conseguiria fazer a chamada sem me emocionar com os nomes dos que faleceram?
A resposta é EU NÃO SEI!
Só quem passa por um trauma como esse pode dizer como poderia se sentir diante de uma situação dessas.
Eu, enquanto colega, desejo força aos professores e à equipe pedagógica daquela escola e torço para que os alunos possam ter de novo o desejo de aprender!
Mando meu abraço a todo a comunidade de Realengo que está sofrendo nesse momento com o ocorrido e me pego com Deus...
é o que me resta... pensar...
Se o atentado poderia ser evitado? Eu acho que não! Normalmente um ex-aluno é bem vindo em sua antiga escola e entraria de alguma maneira.
Peço a meus colegas apenas que cuidemos dos nossos atuais alunos, dando-lhes atenção e carinho merecidos, pensando sempre que o nosso aluno de hoje é o ex-aluno de amanhã!
e que Deus nos proteja...
Vanessa Gerhard
No mesmo dia eu sai do trabalho e fui para casa com febre. Estava pensando em descansar, mas foi só ligar a TV e me deparar com o ocorrido, que uma angústia foi me tomando e acabei descansando pouco.
Pensei nas crianças que faleceram...pensei em suas famílias...pensei nos motivos pelos quais um ex-aluno resolve fazer um atentado em um lugar que só deveria ter lhe proporcionado momentos de crescimento e alegrias...pensei em meus colegas de trabalho.
Como retomar a rotina de uma escola depois de um atentado como esse?
Acabar com o prédio da escola? Limpá-lo? Reformá-lo? Transformar as salas em que houve o atentado em outros ambientes?
São algumas ideias difundidas na mídia... mas a pergunta que não sai da minha cabeça é:
Será que eu conseguiria ter forças de levantar todas as manhãs e trabalhar novamente em um lugar tão traumático?
Será que conseguiria fazer a chamada sem me emocionar com os nomes dos que faleceram?
A resposta é EU NÃO SEI!
Só quem passa por um trauma como esse pode dizer como poderia se sentir diante de uma situação dessas.
Eu, enquanto colega, desejo força aos professores e à equipe pedagógica daquela escola e torço para que os alunos possam ter de novo o desejo de aprender!
Mando meu abraço a todo a comunidade de Realengo que está sofrendo nesse momento com o ocorrido e me pego com Deus...
é o que me resta... pensar...
Se o atentado poderia ser evitado? Eu acho que não! Normalmente um ex-aluno é bem vindo em sua antiga escola e entraria de alguma maneira.
Peço a meus colegas apenas que cuidemos dos nossos atuais alunos, dando-lhes atenção e carinho merecidos, pensando sempre que o nosso aluno de hoje é o ex-aluno de amanhã!
e que Deus nos proteja...
Vanessa Gerhard
sábado, 2 de abril de 2011
2 de abril - DIA MUNDIAL DO AUTISMO
No curso Normal eu tinha uma professora de Didática que dizia que assim: "Não estou preparando vocês para trabalhar com crianças cheirosinhas e com furinho no queixo e sim com aquelas remelentas, com nariz escorrendo..." Pois é, ela tinha tanta preocupação em nos preparar para lidar com crianças de classes sociais menos favorecidas, para trabalhar com crianças diferentes de nós - alunas de classe média do curso de formação de professores - em termos financeiros, que se esqueceu de nos preparar para trabalhar com as crianças com necessidades especiais.
Foi ainda durante o curso normal que fui trabalhar em uma creche e lá tive contato com minha primeira criança autista. Eu não tinha formação e nem informação alguma para trabalhar com aquela criança, mas eu precisava de um estágio, a creche queria uma estagiária e lá estava eu, aos 16 anos, numa sala de alfabetização, com a missão de ser mediadora de duas crianças com necessidades especiais, sendo uma delas autista.
Cheguei no curso normal toda feliz para contar que tinha arrumado aquele estágio e a professora, que queria que a gente fizesse estágio em escola pública, dizendo que a escola estava me explorando.
Mal sabia ela que aquela situação ia me preparar para trabalhar com uma de minhas paixões em se tratando de necessidades especiais: os autistas.
Quando você chega em uma sala com uma criança autista, você não tem noção do que ela vai fazer. Para mim ele olhava para o nada, ensaiava algumas palavras escritas e saia muito da sala. Como um sonâmbulo, ele caminhava até o escorrega do pátio da escola e ficava lá no meio. Eu ficava lá, parada ao lado dele, esperando ele sair do que eu chamava de "transe". Mal sabia eu de tudo que ele estava passando...
Mas consegui concluir aquele ano com duas alegrias: ve-lo passando de ano e ve-lo me abraçando e dizendo que me amava.
Depois que saí da creche eu nunca mais o vi.
A faculdade de pedagogia foi a primeira a me apresentar ao mundo das necessidades especiais e foi lá que pude fazer um trabalho sobre os autistas, conhecer a AMES e fazer observações em um consultório de uma fonoaudióloga que trabalhava com autistas de várias idades. Lá eu me apaixonei.
Depois disso li muito e convivi com outras crianças autistas e eles são apaixonantes.
Falando poeticamente é como se eles tivessem uma bolha de sabão ao redor, onde eles saem e entram quando desejam... sei que não é bem assim, mas às vezes dá até uma certa inveja dessas pessoas que podem se desligar desse mundo caótico e violento.
Os autistas são mais do que pessoas com necessidades especiais, eles são especiais e ponto!
É muito emocionante ver aquelas crianças que tem dificuldade de interagir, interagindo com você, te abraçando e dizendo que gosta de você. É emocionante ve-los crescendo e aprendendo.
Os autistas são capazes de quase tudo... ler, escrever, calcular, fazer esportes, faculdade...
Não vou ficar aqui descrevendo o autismo...acho que qualquer um pode buscar informações através de filmes como "Rain Man" e outros materiais que a internet apresenta.
Minha intenção aqui é descrever minha emoção e agradecer a todos os autistas que já passaram pela minha vida, pois eles, sem saber, tiveram o poder de mudar minha visão de mundo, de pessoa e principalmente de educação.
Espero que o mundo se prepare para lidar com eles, acolhe-los e proporcionar-lhes oportunidades de uma vida plena e feliz.
Desejo força às famílias que enfrentam o desafio de ter um autista na família e peço que se dediquem a esse presente que a vida lhes deu.
É isso aí...Vanessa Gerhard
Foi ainda durante o curso normal que fui trabalhar em uma creche e lá tive contato com minha primeira criança autista. Eu não tinha formação e nem informação alguma para trabalhar com aquela criança, mas eu precisava de um estágio, a creche queria uma estagiária e lá estava eu, aos 16 anos, numa sala de alfabetização, com a missão de ser mediadora de duas crianças com necessidades especiais, sendo uma delas autista.
Cheguei no curso normal toda feliz para contar que tinha arrumado aquele estágio e a professora, que queria que a gente fizesse estágio em escola pública, dizendo que a escola estava me explorando.
Mal sabia ela que aquela situação ia me preparar para trabalhar com uma de minhas paixões em se tratando de necessidades especiais: os autistas.
Quando você chega em uma sala com uma criança autista, você não tem noção do que ela vai fazer. Para mim ele olhava para o nada, ensaiava algumas palavras escritas e saia muito da sala. Como um sonâmbulo, ele caminhava até o escorrega do pátio da escola e ficava lá no meio. Eu ficava lá, parada ao lado dele, esperando ele sair do que eu chamava de "transe". Mal sabia eu de tudo que ele estava passando...
Mas consegui concluir aquele ano com duas alegrias: ve-lo passando de ano e ve-lo me abraçando e dizendo que me amava.
Depois que saí da creche eu nunca mais o vi.
A faculdade de pedagogia foi a primeira a me apresentar ao mundo das necessidades especiais e foi lá que pude fazer um trabalho sobre os autistas, conhecer a AMES e fazer observações em um consultório de uma fonoaudióloga que trabalhava com autistas de várias idades. Lá eu me apaixonei.
Depois disso li muito e convivi com outras crianças autistas e eles são apaixonantes.
Falando poeticamente é como se eles tivessem uma bolha de sabão ao redor, onde eles saem e entram quando desejam... sei que não é bem assim, mas às vezes dá até uma certa inveja dessas pessoas que podem se desligar desse mundo caótico e violento.
Os autistas são mais do que pessoas com necessidades especiais, eles são especiais e ponto!
É muito emocionante ver aquelas crianças que tem dificuldade de interagir, interagindo com você, te abraçando e dizendo que gosta de você. É emocionante ve-los crescendo e aprendendo.
Os autistas são capazes de quase tudo... ler, escrever, calcular, fazer esportes, faculdade...
Não vou ficar aqui descrevendo o autismo...acho que qualquer um pode buscar informações através de filmes como "Rain Man" e outros materiais que a internet apresenta.
Minha intenção aqui é descrever minha emoção e agradecer a todos os autistas que já passaram pela minha vida, pois eles, sem saber, tiveram o poder de mudar minha visão de mundo, de pessoa e principalmente de educação.
Espero que o mundo se prepare para lidar com eles, acolhe-los e proporcionar-lhes oportunidades de uma vida plena e feliz.
Desejo força às famílias que enfrentam o desafio de ter um autista na família e peço que se dediquem a esse presente que a vida lhes deu.
É isso aí...Vanessa Gerhard
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Situações novas...
Em alguns momentos, as novas situações pelas quais uma criança passa, podem alterar a relação dela com a escola. Uma mudança de casa, a separação dos pais, a chegada de um irmãozinho...entre alguns fatores, pode fazer uma criança não querer mais ir à escola, não querer entrar na sala, mudar sua participação durante as aulas...
Muitos pais costumam culpar a escola pela falta de vontade dos filhos e em alguns momentos o problema está mesmo na escola, mas é importante não partir do princípio que... é preciso observar melhor as crianças, conversar com elas e descobrir onde está o problema. Às vezes uma simples conversa resolve tudo, às vezes é preciso do auxílio dos professores, orientadores e toda equipe escolar... o importante é dar voz às crianças. Elas, só elas, podem nos dar o caminho para compreende-las, ajudá-las e amá-las.
É isso... Vanessa Gerhard
Muitos pais costumam culpar a escola pela falta de vontade dos filhos e em alguns momentos o problema está mesmo na escola, mas é importante não partir do princípio que... é preciso observar melhor as crianças, conversar com elas e descobrir onde está o problema. Às vezes uma simples conversa resolve tudo, às vezes é preciso do auxílio dos professores, orientadores e toda equipe escolar... o importante é dar voz às crianças. Elas, só elas, podem nos dar o caminho para compreende-las, ajudá-las e amá-las.
É isso... Vanessa Gerhard
quinta-feira, 31 de março de 2011
Síndrome de Burnout
Na semana passada algumas pessoas do Sindicato dos Professores foram a minha escola e distribuiram alguns panfletos. Dentre eles um falava da tal Síndrome de Burnout.
Li o panfleto inteiro e continuo sem entender a síndrome...não sei se minha ignorância em torno da área médica é muito grande, mas o fato é que achei os sintomas tão comuns a realidade em que vejo meus colegas de profissão viverem, que fiquei com a impressão de que todos estão na fase inicial da síndrome.
Se alguém souber mais sobre esse assunto, agradeço se puder me enviar mais material ou até mesmo me mandar um email explicando.
É isso... Vanessa Gerhard
Li o panfleto inteiro e continuo sem entender a síndrome...não sei se minha ignorância em torno da área médica é muito grande, mas o fato é que achei os sintomas tão comuns a realidade em que vejo meus colegas de profissão viverem, que fiquei com a impressão de que todos estão na fase inicial da síndrome.
Se alguém souber mais sobre esse assunto, agradeço se puder me enviar mais material ou até mesmo me mandar um email explicando.
É isso... Vanessa Gerhard
quarta-feira, 23 de março de 2011
Frases dos meus alunos...
Alfabetização é uma delícia!!!
Meu aluno hoje:
"Vanessa, eu quero escrever uma palavra que começa com A, mas eu não sei escrever. Me ajuda?"
Qual a palavra que você quer escrever?
"I-Pod"
Escreve como você acha que é...
minutos depois recebo um papelzinho escrito:
AIPOD
É o máximo não é?
Vanessa Gerhard
Meu aluno hoje:
"Vanessa, eu quero escrever uma palavra que começa com A, mas eu não sei escrever. Me ajuda?"
Qual a palavra que você quer escrever?
"I-Pod"
Escreve como você acha que é...
minutos depois recebo um papelzinho escrito:
AIPOD
É o máximo não é?
Vanessa Gerhard
terça-feira, 22 de março de 2011
Educação americana/ Economia doméstica
Nessa semana, graças a visita do Sr. OBAMA, temos ouvido falar bastante sobre os Estados Unidos. Obama em seu discurso falou em intercâmbio de jovens entre o Brasil e o seu país, mas qual é a real vantagem em ter esse intercâmbio?
Vários pais enviam seus filhos adolescentes para os Estados Unidos com um único objetivo: falar inglês! Mas será que é só essa a vantagem que a educação americana tem para oferecer aos nossos jovens?
Resolvi então perguntar a algumas pessoas que fizeram intercâmbio nos Estados Unidos e além de aprender uma nova cultura, algumas pessoas citaram a aula que todos os americanos têm no Ensino Médio e que eu mais desejaria que os nossos alunos tivessem: ECONOMIA DOMÉSTICA!
Enquanto o brasileiro, como um todo, aprende mal a Matemática (aprendem os conteúdos, mas não sabem em que situações da vida cotidiana utilizá-los), os americanos recebem nessas aulas de Economia Doméstica, noções básicas de como viver com um certo salário, pagando contas e sustentando casas fictícias. O resultado lá, infelizmente eu não posso acompanhar de perto, mas a falta dessa disciplina aqui colabora com que o brasileiro seja campeão em dívidas! Todos os anos o Fantástico mostra uma ou mais famílias tentando sair do aperto, tentando pagar contas e dívidas que nem poderiam ter com seus respectivos salários.
Não estou falando de salários justos...infelizmente esse é outro assunto que dá pano pra manga...mas de saber administrá-lo.
Gostaria de ver nossos jovens sabendo gastar as mesadas que recebem...
Gostaria de ver nossos universitários sabendo usar o dinheiro de seus primeiros estágios com algo mais do que "nights/baladas"...
Gostaria de ver o povo brasileiro sabendo distinguir o que é primordial do que não é, antes de sair gastando tudo que se ganha...
Vamos refletir sobre isso, ainal se a escola não dá essa noção de economia, seria bom que os pais atentos começassem a dar suas primeiras lições, vocês não acham?
Vanessa Gerhard
p.s. Dedico esse texto a minha mãe, quem me ensinou a administrar meu dinheiro desde a minha primeira mesada!
Vários pais enviam seus filhos adolescentes para os Estados Unidos com um único objetivo: falar inglês! Mas será que é só essa a vantagem que a educação americana tem para oferecer aos nossos jovens?
Resolvi então perguntar a algumas pessoas que fizeram intercâmbio nos Estados Unidos e além de aprender uma nova cultura, algumas pessoas citaram a aula que todos os americanos têm no Ensino Médio e que eu mais desejaria que os nossos alunos tivessem: ECONOMIA DOMÉSTICA!
Enquanto o brasileiro, como um todo, aprende mal a Matemática (aprendem os conteúdos, mas não sabem em que situações da vida cotidiana utilizá-los), os americanos recebem nessas aulas de Economia Doméstica, noções básicas de como viver com um certo salário, pagando contas e sustentando casas fictícias. O resultado lá, infelizmente eu não posso acompanhar de perto, mas a falta dessa disciplina aqui colabora com que o brasileiro seja campeão em dívidas! Todos os anos o Fantástico mostra uma ou mais famílias tentando sair do aperto, tentando pagar contas e dívidas que nem poderiam ter com seus respectivos salários.
Não estou falando de salários justos...infelizmente esse é outro assunto que dá pano pra manga...mas de saber administrá-lo.
Gostaria de ver nossos jovens sabendo gastar as mesadas que recebem...
Gostaria de ver nossos universitários sabendo usar o dinheiro de seus primeiros estágios com algo mais do que "nights/baladas"...
Gostaria de ver o povo brasileiro sabendo distinguir o que é primordial do que não é, antes de sair gastando tudo que se ganha...
Vamos refletir sobre isso, ainal se a escola não dá essa noção de economia, seria bom que os pais atentos começassem a dar suas primeiras lições, vocês não acham?
Vanessa Gerhard
p.s. Dedico esse texto a minha mãe, quem me ensinou a administrar meu dinheiro desde a minha primeira mesada!
quarta-feira, 16 de março de 2011
Escrita espontânea...que delícia!
O começo da alfabetização é uma delícia! Ver as tentativas e suposições de escritas dos meus alunos, as descobertas, as perguntas, as curiosidades...
Só para compartilhar alguns registros e as respostas dos meus alunos com vocês...
UV - "uva"- "É fazer o U e a sua letra né, Vanessa"
URCO - "urso" - "Porque o C é de cinema"
OQULI - "óculos" - "O Q é do queijo"
UO - "um" - "Porque eu falo um - o"
Pode me chamar de professora corjua, mas eu adoro esses racicínios... é apenas o início, muita água ainda vai rolar até o fim do ano, mas o processo é que é o meu barato!
É isso...
Vanessa Gerhard
Só para compartilhar alguns registros e as respostas dos meus alunos com vocês...
UV - "uva"- "É fazer o U e a sua letra né, Vanessa"
URCO - "urso" - "Porque o C é de cinema"
OQULI - "óculos" - "O Q é do queijo"
UO - "um" - "Porque eu falo um - o"
Pode me chamar de professora corjua, mas eu adoro esses racicínios... é apenas o início, muita água ainda vai rolar até o fim do ano, mas o processo é que é o meu barato!
É isso...
Vanessa Gerhard
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Criando uma rotina
Quando se fala em rotina muitas pessoas torcem o nariz, pois é muito chato fazer todo dia a mesma coisa, mas quem disse que ter rotina é isso?
Para nós adultos a rotina pode ser um peso, mas para as crianças pode significar segurança.
Ter horários fixos para acordar, tomar café, ir à escola, fazer os deveres de casa, brincar... pode diminuir a ansiedade das crianças e ajudá-las a compreender que há tempo para tudo, basta ter um planejamento e certa organização.
Em minha sala de aula costumo listar no canto do quadro as aulas que teremos ao longo daquele dia e vou apagando conforme as atividades vão acontecendo. As crianças ao verem que as atividades estão sendo apagadas, vão percebendo que faltam menos atividades e que, portanto, falta menos tempo para retornarem as suas casas, o que lhes dá conforto.
Pais também podem fazer isso em suas casas! Listar tudo que a criança tem para fazer naquele dia em um quadro ou em um papel e ir riscando aos poucos, pode ajudar a criança a ser menos ansiosa para saber o que vai acontecer em seguida e assim poderá aproveitar cada momento do seu dia de forma mais tranquila.
Então, vamos organizar a rotina?
Vanessa Gerhard
Para nós adultos a rotina pode ser um peso, mas para as crianças pode significar segurança.
Ter horários fixos para acordar, tomar café, ir à escola, fazer os deveres de casa, brincar... pode diminuir a ansiedade das crianças e ajudá-las a compreender que há tempo para tudo, basta ter um planejamento e certa organização.
Em minha sala de aula costumo listar no canto do quadro as aulas que teremos ao longo daquele dia e vou apagando conforme as atividades vão acontecendo. As crianças ao verem que as atividades estão sendo apagadas, vão percebendo que faltam menos atividades e que, portanto, falta menos tempo para retornarem as suas casas, o que lhes dá conforto.
Pais também podem fazer isso em suas casas! Listar tudo que a criança tem para fazer naquele dia em um quadro ou em um papel e ir riscando aos poucos, pode ajudar a criança a ser menos ansiosa para saber o que vai acontecer em seguida e assim poderá aproveitar cada momento do seu dia de forma mais tranquila.
Então, vamos organizar a rotina?
Vanessa Gerhard
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Dica de filme: O Discurso do Rei
Às vezes nos deparamos com aluno com gagueira em nossa sala de aula e não paramos para pensar porque esse aluno tem esse problema. Como bons professores, o acalmamos, o ajudamos a ler e falar, mas não nos preocupamos com as possiveis causas para tanto gaguejo.
Foi com o olhar de educadora que fui assistir ao filme "O Discurso do Rei" e me deparei com uma aula de história, psicologia e fonoaudiologia.
Recomendo o filme a todos que se interessam por qualquer um desses temas e espero que possam refletir o problema da gagueira de nossos alunos assim como eu vou passar a ver a partir de agora.
É isso aí...
Vanessa Gerhard
Foi com o olhar de educadora que fui assistir ao filme "O Discurso do Rei" e me deparei com uma aula de história, psicologia e fonoaudiologia.
Recomendo o filme a todos que se interessam por qualquer um desses temas e espero que possam refletir o problema da gagueira de nossos alunos assim como eu vou passar a ver a partir de agora.
É isso aí...
Vanessa Gerhard
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