Para muitas pessoas leigas, o ano letivo começa quando as férias das crianças acabam e elas voltam à rotina escolar, mas antes mesmo disso acontecer, professores e equipe pedagógica já passaram por várias etapas, desde a escolha do material didático – que começa no ano anterior, até o planejamento de cada aula.
O cotidiano de uma escola é uma correria. Todas as semanas milhares de papeis são xerocados, milhares de páginas de livros e cadernos são feitas e corrigidas, algumas reuniões de planejamento de aulas, provas, festejos são realizadas... Essa rotina que nunca pára, gira em torno do aluno, dos conteúdos a serem aprendidos e de suas necessidades para aprendê-los.
Nesse contexto turbulento surge uma nova área de atuação dentro da escola: o consultor psicopedagógico.
Com um foco voltado para a organização da escola como um todo, o consultor surge como um olhar de fora, visto de dentro da escola. Ele faz parte da equipe, auxilia essa equipe, mostra caminhos para chegar a resultados e para resolver problemas, age no relacionamento entre as pessoas, trabalha para que esse relacionamento (pais, funcionários, alunos...) seja positivo... resumindo, ele nada mais é do que um gestor educacional.
Algumas pessoas vão relacionar “gestor” com “diretor”, o que não deixa de ser, mas há o diretor burocrático, aquele preocupado apenas com contratações e mensalidades e não é desse tipo de gestor que estou mencionando.
O consultor psicopedagógico tem um olhar humano, tem um olhar pedagógico, busca que a escola funcione “de maneira redondinha”, onde todos sejam ouvidos, percebidos, acolhidos e, quando possível, satisfeitos.
A participação de toda a comunidade escolar é fundamental para o sucesso do processo educativo e esse espaço de troca, interação e convivência é o espaço do consultor psicopedagógico.
Vamos torcer que esse novo personagem realmente seja acrescentado às escolas...
É isso...Vanessa Gerhard
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Aprender...aprender com o outro...
Na teroria, a aprendizagem é um processo de construção individual através do qual se faz uma interpretação pessoal e única da tal cultura. Assim, os processos de aprendizagem não são uma mera associação de estímulos e respostas ou de acumulação de conhecimentos; são mudanças qualitativas nas estruturas e esquemas existentes em cada indivíduo.
Aprender é fazer uma interpretação e uma representação pessoal da tal realidade. Isto faz com que o processo de aprendizagem seja único e “irrepetível” em cada caso.
Igualmente ao desenvolvimento, a aprendizagem é um processo interno; ninguém pode aprender por nós, mas aprendemos graças aos processos de interação com outras pessoas que atuam como mediadores dos conteúdos da cultura, estabelecidos no currículo escolar, graças aos processos de interação e de comunicação com docentes e colegas.
Ultimamente tenho investido na aprendizagem cooperativa entre meus alunos. Eles tentam compreender os textos e os enunciados das tarefas sozinhos e depois têm um tempo para interagir com os colegas até chegarem às suas respostas. Esse trabalho tem sido gratificante, pois ao contrário do que muitos pensam, as crianças não querem apenas copiar a resposta do outro para se ver livre da tarefa, eles querem aprender, e quando isso acontece com a parceria de um colega ou um amigo é muito mais divertido.
Em alguns momentos eu os deixo com suas respostas, em outros trago o assunto para a discussão e chegamos a algumas conclusões que são registradas coletivamente.
A conclusão individual de cada um, nem sempre é possível mensurar, mas só de um aluno refletir sozinho, refletir com o outro e registrar uma reflexão coletiva, acredito que ao final do processo, ele tenha tido a oportunidade de aprender.
É isso... Vanessa Gerhard
Aprender é fazer uma interpretação e uma representação pessoal da tal realidade. Isto faz com que o processo de aprendizagem seja único e “irrepetível” em cada caso.
Igualmente ao desenvolvimento, a aprendizagem é um processo interno; ninguém pode aprender por nós, mas aprendemos graças aos processos de interação com outras pessoas que atuam como mediadores dos conteúdos da cultura, estabelecidos no currículo escolar, graças aos processos de interação e de comunicação com docentes e colegas.
Ultimamente tenho investido na aprendizagem cooperativa entre meus alunos. Eles tentam compreender os textos e os enunciados das tarefas sozinhos e depois têm um tempo para interagir com os colegas até chegarem às suas respostas. Esse trabalho tem sido gratificante, pois ao contrário do que muitos pensam, as crianças não querem apenas copiar a resposta do outro para se ver livre da tarefa, eles querem aprender, e quando isso acontece com a parceria de um colega ou um amigo é muito mais divertido.
Em alguns momentos eu os deixo com suas respostas, em outros trago o assunto para a discussão e chegamos a algumas conclusões que são registradas coletivamente.
A conclusão individual de cada um, nem sempre é possível mensurar, mas só de um aluno refletir sozinho, refletir com o outro e registrar uma reflexão coletiva, acredito que ao final do processo, ele tenha tido a oportunidade de aprender.
É isso... Vanessa Gerhard
domingo, 14 de agosto de 2011
Dia dos pais na escola
Algumas escolas ainda optam por fazer aquelas comemorações de Dia dos Pais na escola. Depois de algumas experiências fracassadas, eu comecei a ficar contra esses momentos. As famílias de hoje em dia não são mais como as famílias de antigamente e cada vez mais essas comemorações ficam complicadas. Crianças que os pais não são presentes, crianças que os pais já faleceram, crianças que não conhecem os pais, crianças que são frutos de uma produção independente, crianças que os pais não podem se ausentar do trabalho no dia da comemoração... são milhares de motivos que existem para o dia dos pais ser um fracasso para algumas crianças nas escolas. Elas ficam tristes, frustradas, não querem participar de nada, não querem confeccionar um presente para uma figura inexistente...
O Dia dos Pais é uma data comemorativa comercial. Eu, que tenho um pai ultra presente, gosto de comemorar essa data, porém acho que cada vez mais, a comemoração ou não dessa data, tem que sair dos muros da escola e ficar exclusivamente dentro das famílias, assim cada família sabe se deve ou não comemorar...
Paralelo a isso, ainda vejo crianças confeccionando aventais para as mães e gravatas para os pais. Fico pensando se as escolas ainda não perceberam que o mundo mudou. Conto nos dedos as mães que ficam de avental em casa ultimamente e também conto nos dedos os pais que usam gravatas com frequência. Hoje temos famílias cujos pais são os mestres-cucas da casa e mães que são super executivas, então as escolas que ainda presenteiam assim, mostram-se de certa forma preconceituosas.
Acho que temos que refletir nas novas formações familiares e repensar tudo isso, não acham?
É isso...
Vanessa Gerhard
O Dia dos Pais é uma data comemorativa comercial. Eu, que tenho um pai ultra presente, gosto de comemorar essa data, porém acho que cada vez mais, a comemoração ou não dessa data, tem que sair dos muros da escola e ficar exclusivamente dentro das famílias, assim cada família sabe se deve ou não comemorar...
Paralelo a isso, ainda vejo crianças confeccionando aventais para as mães e gravatas para os pais. Fico pensando se as escolas ainda não perceberam que o mundo mudou. Conto nos dedos as mães que ficam de avental em casa ultimamente e também conto nos dedos os pais que usam gravatas com frequência. Hoje temos famílias cujos pais são os mestres-cucas da casa e mães que são super executivas, então as escolas que ainda presenteiam assim, mostram-se de certa forma preconceituosas.
Acho que temos que refletir nas novas formações familiares e repensar tudo isso, não acham?
É isso...
Vanessa Gerhard
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Infância e sociedade de consumo
Estamos vivendo numa sociedade de consumo. Todos nós ficamos com desejo de adquirir tudo que vemos na mídia e nas vitrines, tendo uma sensação de que nossa vontade nunca se sacia. Somos reconhecidos pelos bens que temos e somos aceitos ou não, em determinados grupos sociais, pela situação financeira na qual nos encontramos. Se isso acontece conosco, adultos, que temos noção do valor do dinheiro e poder de discernimento, já é de se imaginar que com os pequenos a mesma vontade aconteça.
Na sociedade de consumo a criança está no mesmo status que o adulto, com gôndolas em mercado, vitrines coloridas na altura delas e campanhas publicitárias em todas as mídias voltadas para o público infantil. Sua maior diferença em relação aos adultos nesse mundo consumista é o fato de não possuírem – na maioria das vezes – seu próprio dinheiro, ou não terem a real noção do valor do dinheiro. Elas dependem dos adultos para adquirir seus objetos de desejo e para conseguirem o que querem usam seu poder de convencimento, fazendo denguinhos e charminhos para cativar aqueles que podem comprar. Para aqueles adultos que podem (têm o dinheiro) comprar, essa arma que os pequenos utilizam é suficiente para que sejam cobertos de mimos, independente ou não de suas necessidades.
Para aqueles que não têm condições financeiras ou simplesmente sabem que não devem satisfazer todas as vontades da criançada, não adianta cortar o acesso a todos os meios midiáticos, a propaganda aparece em qualquer lugar, seja no estojo do coleguinha que senta na carteira ao lado, seja na camiseta do amiguinho da natação... É importante trabalharmos em nossas crianças o real valor do dinheiro e sua importância na sociedade, para que possamos ter no futuro uma sociedade mais humana e menos consumista.
Na sociedade de consumo a criança está no mesmo status que o adulto, com gôndolas em mercado, vitrines coloridas na altura delas e campanhas publicitárias em todas as mídias voltadas para o público infantil. Sua maior diferença em relação aos adultos nesse mundo consumista é o fato de não possuírem – na maioria das vezes – seu próprio dinheiro, ou não terem a real noção do valor do dinheiro. Elas dependem dos adultos para adquirir seus objetos de desejo e para conseguirem o que querem usam seu poder de convencimento, fazendo denguinhos e charminhos para cativar aqueles que podem comprar. Para aqueles adultos que podem (têm o dinheiro) comprar, essa arma que os pequenos utilizam é suficiente para que sejam cobertos de mimos, independente ou não de suas necessidades.
Para aqueles que não têm condições financeiras ou simplesmente sabem que não devem satisfazer todas as vontades da criançada, não adianta cortar o acesso a todos os meios midiáticos, a propaganda aparece em qualquer lugar, seja no estojo do coleguinha que senta na carteira ao lado, seja na camiseta do amiguinho da natação... É importante trabalharmos em nossas crianças o real valor do dinheiro e sua importância na sociedade, para que possamos ter no futuro uma sociedade mais humana e menos consumista.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Volta às aulas
Sabe qual é o melhor de voltar a trabalhar? Ser recebida com sorrisos e abraços pelas crianças.
Acho que não tem outra profissão no mundo que alguém chega de férias e essa pessoa é recebida com tantas manifestações de carinho.
É gratificante trabalhar com os pequenos... vê-los sorrindo, loucos para reverem os colegas, contarem o que fizeram nas férias, brincarem no recreio uns com os outros e querendo estudar!
Desejo à todos os estudantes e colegas um bom retorno às aulas e torço para que tenhamos todos um ótimo segundo semestre!
Vanessa Gerhard
Acho que não tem outra profissão no mundo que alguém chega de férias e essa pessoa é recebida com tantas manifestações de carinho.
É gratificante trabalhar com os pequenos... vê-los sorrindo, loucos para reverem os colegas, contarem o que fizeram nas férias, brincarem no recreio uns com os outros e querendo estudar!
Desejo à todos os estudantes e colegas um bom retorno às aulas e torço para que tenhamos todos um ótimo segundo semestre!
Vanessa Gerhard
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